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Epstein chama Mandelson de ardiloso após lobby para apoiar mineração

Casos de Epstein revelam Mandelson descrito como devious após pressionar o JPMorgan para financiar veículo de mineração de Nat Rothschild

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Peter Mandelson wanted JP Morgan to underwrite a mining investment vehicle being launched by Nat Rothschild, a friend of his and Jeffrey Epstein’s, according to the latest Epstein files release.
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  • Em abril de 2010, Peter Mandelson, então secretário de negócios, escreveu a Jes Staley, do JP Morgan, para buscar apoio a um veículo de investimento de £700 milhões de Nat Rothschild.
  • Mandelson disse estar satisfeito que o JP Morgan planejava atuar como book runner ao lado do Credit Suisse, mencionando o interesse no setor de mineração e na listagem na London Stock Exchange.
  • Os e-mails sugerem que Mandelson compartilhou a comunicação com Jeffrey Epstein, que respondeu chamando Mandelson de “devious”.
  • Documentos do Departamento de Justiça indicam que Mandelson usou a influência para discutir com Larry Summers questões ligadas à Regra Volcker, envolvendo Epstein e Staley.
  • Pagamentos atribuídos a Epstein constam em relatos do DoJ ao longo de 2003–2004 para Mandelson, e a parceira dele na época, Reinaldo da Silva, recebeu pagamentos em 2009–2010; Downing Street informou ter encaminhado a polícia uma avaliação de alguns e-mails dos arquivos.

Peter Mandelson é alvo de novas divulgações ligadas a Jeffrey Epstein, com mensagens que o apontam como influente na defesa de um financiamento bancário para um veículo de investimento realizado por Nat Rothschild. Os documentos aparecem na última leva dos arquivos de Epstein.

Em abril de 2010, Mandelson, então secretário de negócios britânico, escreveu a Jes Staley, executivo da JP Morgan, pelo email particular para confirmar que o banco planejava atuar como bookrunner em um veículo de investimento de Rothschild no valor de 700 milhões de libras. O objetivo era apoiar a listagem na London Stock Exchange, associando JP Morgan ao projeto ao lado de Credit Suisse.

As comunicações sugerem que Mandelson usou sua posição no governo para favorecer Rothschild e Epstein, com menções a conversas com o então diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Summers, sobre reformas financeiras. Documentos indicam ainda que Mandelson repassou memos privados sobre o encontro a Epstein.

Segundo os registros, Epstein respondeu elogiando o comportamento de Mandelson, descrevendo-o como “devious”. A troca também envolve o lobby junto a Summers para tratar de regras como a Volcker, criada após a crise de 2008 para limitar atividades de risco de bancos.

Os arquivos mostram ainda pagamentos atribuídos a Mandelson por Epstein e envolvimento de Reinaldo da Silva, parceiro de Mandelson, em repasses de recursos em 2009 e 2010. Downing Street informou que o Cabinete abriu apuração interna, com a cessão de avaliações de emails aos investigadores.

Mandelson foi questionado sobre as alegações; não houve resposta pública até o momento. O governo não informou novas informações além da apuração policial em curso. As conclusões formais dependem da conclusão das investigações em andamento.

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