- Peter Mandelson deixará a Câmara dos Lordes nesta quarta-feira, após novas menções em documentos sobre o Caso Epstein.
- O anúncio foi feito pela própria Casa da Câmara após a divulgação dos arquivos na sexta-feira passada.
- O primeiro-ministro Keir Starmer pediu ação rápida e sugeriu a elaboração de uma lei para retirar o assento de Mandelson.
- Dados indicam pagamentos de Epstein a Mandelson entre 2003 e 2004, totalizando cerca de R$ 391 mil, além de transferência a Reinaldo Avila da Silva, marido do ex-embaixador, em 2009.
- Mandelson também aparece em imagens não datadas ao lado de uma mulher com rosto coberto, e deixou o Partido Trabalhista; a Renúncia ocorre em meio a investigações da Polícia Metropolitana sobre conduta em cargo público.
Peter Mandelson anunciou que deixará a Câmara dos Lordes após novas informações vincularem o ex-diplomata britânico a documentos do Caso Epstein. A decisão foi comunicada pela Casa nesta terça-feira (3) e se confirma para esta quarta (4).
O ex-embaixador em Washington é alvo de investigações sobre conduta inadequada no serviço público. O governo britânico já havia afastado Mandelson do posto de embaixador nos EUA em 2025, em meio a vínculos com Epstein, e a recente divulgação agravou o escrutínio.
O primeiro-ministro Keir Starmer pediu ações rápidas sobre o caso e sugeriu a retirada do assento na Câmara dos Lordes, sinalizando medidas legais a esse fim. Também há avaliação na Comissão Europeia sobre possível violação de normas de conduta pelo ex-comissário de Comércio.
Dados financeiros revelados indicam transferências de Epstein para contas associadas a Mandelson entre 2003 e 2004, totalizando o equivalente a cerca de 391 mil reais. Registros apontam ainda pagamentos envolvendo Reinaldo Avila da Silva, marido de Mandelson, para custear curso e despesas, em 2009.
Entre as informações divulgadas, há registros não datados que o mostram em fotos com uma mulher sem identificação, vestindo roupas íntimas. A divulgação faz parte de arquivos ligados ao Caso Epstein, segundo autoridades norte-americanas.
A renúncia não encerra o escrutínio. O Financial Times aponta que Mandelson é alvo de uma apuração da Polícia Metropolitana de Londres por suposta má conduta em cargo público e pela possível divulgação de documentos confidenciais do governo britânico quando era ministro do premiê Gordon Brown.
Entre na conversa da comunidade