- O deputado Daniel de Freitas (PL-SC) protocolou no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados uma denúncia contra Rogério Correia (PT-MG) por uma montagem gerada por inteligência artificial que ligava Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Roberto Campos Neto.
- Correia apagou a postagem após críticas; Freitas pediu sanções disciplinares proporcionais à gravidade da conduta.
- A representação afirma que Correia agiu intencionalmente para criar a falsa imagem de que Bolsonaro e Vorcaro eram amigos.
- A Gazeta do Povo informou que Bolsonaro e Campos Neto estariam retratados na imagem, enquanto o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central e seus executivos são investigados por emitir Cédulas de Crédito Bancário sem lastro.
- O Banco de Brasília (BRB) participou do episódio ao comprar cédulas do Master, e o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi afastado judicialmente; não há apontamentos oficiais de ligações entre Vorcaro e Bolsonaro ou falhas na fiscalização durante a gestão de Campos Neto.
O deputado federal Daniel de Freitas (PL-SC) abriu uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara contra Rogério Correia (PT-MG). A acusação envolve uma montagem gerada por IA que liga Jair Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e cita o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Correia apagou a postagem após as críticas.
A representação afirma que Correia agiu com a intenção de criar a falsa imagem de que Bolsonaro e Vorcaro eram aliados, o que, segundo o documento, não corresponde à realidade. Freitas formalizou o pedido de sanções disciplinares, com base no Regimento Interno e no Código de Ética da Câmara.
Correia foi procurado pela Gazeta do Povo, que afirmou que o espaço ficou aberto para manifestação. Em resposta, o próprio Correia havia publicado menções atribuídas aos envolvidos, sem confirmar o conteúdo para a reportagem.
Contexto do caso
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central do Brasil por insuficiência financeira. Executivos eram investigados por emitir Cédulas de Crédito Bancário sem lastro, o que caracterizaria fraude ao sistema. Em meio ao episódio, o Banco de Brasília (BRB) chegou a comprar CCBs do Master, e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado judicialmente.
Autoridades monetárias e a Polícia Federal não apontaram ligações comprovadas entre Vorcaro e Bolsonaro, nem falhas na fiscalização do Banco Master sob a gestão de Campos Neto. O caso envolve ainda uma determinação judicial sobre a atuação de parte do processo, sem confirmação de vínculos diretos entre as pessoas citadas.
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