- A CPMI do INSS adiou o depoimento de Daniel Vorcaro para o dia 19 de fevereiro, após pedido da defesa.
- Vorcaro deveria depor nesta quinta-feira (5); no lugar dele, a CPMI ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, sobre créditos consignados.
- O presidente da CPMI afirmou que houve acordo com o STF para liberar Vorcaro, e que parte do inquérito sobre o Banco Master pode ser encaminhada à CPMI do INSS.
- O INSS bloqueou cerca de R$ 2 bilhões em repasses ao Banco Master em 26 de novembro de 2025, até a conclusão da investigação, suspenso mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados.
- Segundo a Senacon, o Banco Master é a 21ª instituição com mais reclamações por crédito consignado entre 2019 e 2025, com 5.665 registros; em 2023 foram 1.511, em 2024 registrou 2.472 e, no ano anterior, 2.012 na comparação com Caixa, BB e BRB.
A CPMI do INSS adiou o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para a próxima quinta-feira. A mudança ocorreu após a defesa solicitar o reagendamento, com compromisso de não entrar com habeas corpus no STF.
A oitiva passa a acontecer em 19 de fevereiro, em duas semanas. Enquanto isso, a CPMI deve ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, para entender a atuação do órgão em relação aos créditos consignados.
O episódio foi alvo de reunião entre o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, e o ministro Dias Toffoli, do STF, que teria concordado com a liberação de Vorcaro para depor. Parte do inquérito sobre o Banco Master também pode ser encaminhada à CPMI do INSS.
Reclamações contra o Master
A Senacon informou à CPMI a quantidade de queixas contra instituições financeiras relacionadas a crédito consignado. O Banco Master aparece como a 21ª instituição com mais reclamações entre 2019 e 2025, totalizando 5.665 registros.
O histórico do Master mostra nenhum registro em 2019, 11 em 2020, 76 em 2021 e 1.511 em 2023. Em 2024, houve volume significativo, seguido de 2.472 reclamações em 2025, tornando o banco um dos mais contestados no período.
O INSS interrompeu, em 26 de novembro de 2025, repasses ao Master, bloqueando cerca de R$ 2 bilhões, até a conclusão da investigação interna sobre os contratos de empréstimo consignado firmados com a instituição.
A defesa de Vorcaro afirmou que o banco atua de acordo com as normas do INSS para a concessão de crédito consignado, incluindo formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento.
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