- O governo australiano apresentou o Thriving Kids, um programa para crianças com até nove anos com atrasos leves de desenvolvimento e autismo, que substituirá parte do atendimento da NDIS.
- O programa, que começa a operar a partir de 1º de outubro, será implementado em parceria com estados e territórios e terá financiamento de três bilhões de dólares (metade federal, metade estadual/territorial).
- Não é necessário diagnóstico formal para participar; serviços de intervenção precoce serão oferecidos em escolas e creches, com foco em identificação rápida, informação aos pais, capacitação familiar e apoio de profissionais de saúde.
- O Thriving Kids terá quatro pilares: conscientização/identificação precoce, acesso a informações, capacitação de pais e atendimento rápido de profissionais de saúde especializados; os serviços serão vinculados a metas de desenvolvimento e com duração limitada.
- Crianças já inscritas na NDIS até 2028 continuam no programa; até lá, crianças com necessidades permanentes e significativas permanecem elegíveis para a NDIS. A reação inicial envolve críticas de oposição e apoio de entidades de educação, destacando impactos no orçamento e na prática clínica.
O governo federal da Austrália apresentou o modelo do programa Thriving Kids, que vai substituir parte dos atendimentos de crianças com atrasos no desenvolvimento e autismo com menos de nove anos que hoje recebem o NDIS. O projeto será implementado em parceria com estados e territórios a partir de outubro, com previsão de atuação gradual até janeiro de 2028.
Thriving Kids oferecerá serviços de intervenção precoce em escolas e creches, sem exigir diagnóstico formal para incluídos de necessidades de baixo a moderado. A proposta busca acelerar o acesso a informações, orientações para pais e apoio de profissionais de saúde, como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos. O orçamento é de cerca de 4 bilhões de dólares, dividido 50/50 entre governo federal e estados.
O programa tem quatro pilares: conscientização e identificação precoce; acesso a informações e orientação para famílias; capacitação de pais; e suporte rápido de profissionais qualificados. Diferente do NDIS, Thriving Kids opera com metas de desenvolvimento e tem caráter limitado no tempo, vinculando serviços a objetivos de desenvolvimento.
O modelo foi apresentado pelo ministro da Saúde, Mark Butler, e pelo presidente do painel consultivo, Frank Oberklaid. Eles destacaram que o foco é reduzir custos crescentes do NDIS, que hoje atende cerca de 750 mil pessoas. A expectativa é que a mudança reduza o tempo de espera e alinhamento entre prática clínica e necessidades individuais, evitando distorções apontadas no modelo atual.
Até a conclusão do ramp-up, crianças com menos de nove anos continuarão no NDIS, assim como aquelas com deficiência permanente e significativa, sob condições normais de elegibilidade. A implementação completa está prevista para ocorrer até 2028, com início formal em 1º de outubro.
Reações iniciais indicam críticas sobre a clareza de operação prática do Thriving Kids, com ressalvas sobre impactos financeiros e orçamentários. Entidades da educação e educação infantil destacam potencial alívio na carga de trabalho de docentes e maior suporte a famílias.
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