- Trump pediu que os republicanos “nacionalizem” as eleições em entrevista de podcast, repetindo alegação de fraude na eleição de 2020 e sem esclarecer o que significava.
- A fala provocou reação de democratas e de alguns republicanos, que veem potencial tentativa de interferir no resultado das eleições de novembro.
- A Constituição atribui as eleições aos governos estaduais; especialistas dizem que as declarações de Trump representam risco de deslegitimar ou manipular o pleito.
- Na semana anterior, o FBI realizou busca em escritório eleitoral em Fulton County, Geórgia, relacionados a eleições de 2020, o que aumenta as preocupações sobre o processo eleitoral.
- Líderes republicanos divergiram: não defendem federalizar as eleições, mas alguns defendem exigir comprovação de cidadania e identidade para votar.
Trump volta a defender que eleições sejam “nacionalizadas”, o que provocou forte reação de democratas e alguns republicanos, dois dias após o FBI ter ido a um gabinete de eleições em Fulton County, Geórgia. A fala ocorreu em entrevista de podcast com Dan Bongino, neste fim de semana, e foi divulgada nesta terça-feira.
Em relação ao pleito de meio mandato de novembro, a ideia de mudar a condução das eleições foi recebida como tentativa de influenciar resultados. O presidente afirmou que o partido deveria assumir o controle e ampliar a influência sobre votações em pelo menos 15 locais, sem detalhar como faria isso.
A Constituição dos EUA atribui aos governos estaduais a responsabilidade sobre as eleições, com a maior parte da administração local. Democratas destacaram que as declarações parecem indicar planos para enfraquecer ou manipular o processo eleitoral deste ano.
Democratas reuniram-se para tratar do tema, citando o recente registro policial que envolve Fulton County. Senador Mark Warner disse que a discussão não se resume ao passado, mas ao que pode ocorrer a seguir.
Análise de especialistas aponta riscos. Um professor de ciência política lembrou que ataques desse tipo já foram usados como precedentes, o que elevou preocupações entre analistas sobre a segurança do pleito.
Entre republicanos de alto escalão, o tema divide opiniões. O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que não é necessária a federalização das eleições, defendendo descentralização do poder. O líder da maioria no Senado, John Thune, rejeitou o controle federal.
Alguns legisladores próximos a Trump discutiram medidas mais duras em negociação governamental, chegando a ameaçar bloquear acordo orçamentário caso contivesse propostas de cidadania ou identificação de eleitores.
GEORGIA: operação do FBI em Fulton County
Na semana passada, o FBI fez uma busca por cédulas de 2020 no condado de Fulton, que ficou no centro de disputas sobre se houve fraude. A investigação envolve o pleito de 2020 e os desdobramentos atuais, com foco em potencial interferência.
Tulsi Gabbard, aliada a autoridades de inteligência, acompanhou a operação na Geórgia ao lado do FBI, o que gerou críticas de democratas quanto à participação de oficiais de inteligência em questões domésticas.
Senador Warner afirmou que não houve sinal de ameaças estrangeiras às estruturas eleitorais, segundo informou o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. A presença de Gabbard foi indicada como controversa por democratas.
A conjuntura inclui julgamentos e ações legais envolvendo autoridades locais e o cenário de alta tensão entre apoiadores de Trump e opositores, com impactos esperados sobre a confiança no processo eleitoral deste ano.
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