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Chamada de Trump para nacionalizar eleições provoca forte reação de democratas

Democratas rejeitam veementemente a proposta de Trump de "nacionalizar" eleições, temendo interferência nos pleitos de novembro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
U.S. President Donald Trump walks as he arrives from travel to West Point, New York, on the South Lawn at the White House in Washington, U.S., December 12, 2020. REUTERS/Cheriss May
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  • Trump pediu que os republicanos “nacionalizem” as eleições em entrevista de podcast, repetindo alegação de fraude na eleição de 2020 e sem esclarecer o que significava.
  • A fala provocou reação de democratas e de alguns republicanos, que veem potencial tentativa de interferir no resultado das eleições de novembro.
  • A Constituição atribui as eleições aos governos estaduais; especialistas dizem que as declarações de Trump representam risco de deslegitimar ou manipular o pleito.
  • Na semana anterior, o FBI realizou busca em escritório eleitoral em Fulton County, Geórgia, relacionados a eleições de 2020, o que aumenta as preocupações sobre o processo eleitoral.
  • Líderes republicanos divergiram: não defendem federalizar as eleições, mas alguns defendem exigir comprovação de cidadania e identidade para votar.

Trump volta a defender que eleições sejam “nacionalizadas”, o que provocou forte reação de democratas e alguns republicanos, dois dias após o FBI ter ido a um gabinete de eleições em Fulton County, Geórgia. A fala ocorreu em entrevista de podcast com Dan Bongino, neste fim de semana, e foi divulgada nesta terça-feira.

Em relação ao pleito de meio mandato de novembro, a ideia de mudar a condução das eleições foi recebida como tentativa de influenciar resultados. O presidente afirmou que o partido deveria assumir o controle e ampliar a influência sobre votações em pelo menos 15 locais, sem detalhar como faria isso.

A Constituição dos EUA atribui aos governos estaduais a responsabilidade sobre as eleições, com a maior parte da administração local. Democratas destacaram que as declarações parecem indicar planos para enfraquecer ou manipular o processo eleitoral deste ano.

Democratas reuniram-se para tratar do tema, citando o recente registro policial que envolve Fulton County. Senador Mark Warner disse que a discussão não se resume ao passado, mas ao que pode ocorrer a seguir.

Análise de especialistas aponta riscos. Um professor de ciência política lembrou que ataques desse tipo já foram usados como precedentes, o que elevou preocupações entre analistas sobre a segurança do pleito.

Entre republicanos de alto escalão, o tema divide opiniões. O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que não é necessária a federalização das eleições, defendendo descentralização do poder. O líder da maioria no Senado, John Thune, rejeitou o controle federal.

Alguns legisladores próximos a Trump discutiram medidas mais duras em negociação governamental, chegando a ameaçar bloquear acordo orçamentário caso contivesse propostas de cidadania ou identificação de eleitores.

GEORGIA: operação do FBI em Fulton County

Na semana passada, o FBI fez uma busca por cédulas de 2020 no condado de Fulton, que ficou no centro de disputas sobre se houve fraude. A investigação envolve o pleito de 2020 e os desdobramentos atuais, com foco em potencial interferência.

Tulsi Gabbard, aliada a autoridades de inteligência, acompanhou a operação na Geórgia ao lado do FBI, o que gerou críticas de democratas quanto à participação de oficiais de inteligência em questões domésticas.

Senador Warner afirmou que não houve sinal de ameaças estrangeiras às estruturas eleitorais, segundo informou o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. A presença de Gabbard foi indicada como controversa por democratas.

A conjuntura inclui julgamentos e ações legais envolvendo autoridades locais e o cenário de alta tensão entre apoiadores de Trump e opositores, com impactos esperados sobre a confiança no processo eleitoral deste ano.

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