- A Câmara do Recife rejeitou a abertura de processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB), com 9 votos a favor, 25 contra e 1 abstenção.
- A votação ocorreu hoje durante sessão na Câmara do Recife; Campos acompanhou a votação em Belo Horizonte, onde cumpre compromissos oficiais.
- O pedido foi feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que argumentou crime de responsabilidade e improbidade administrativa por nomear um procurador fora da ordem de classificação.
- A decisão ocorreu um dia após a Câmara abrir os trabalhos sem a presença de Campos, que esteve em Brasília em audiência com o ministro dos Transportes para tratar de obras na BR-101.
- O caso envolve a nomeação de Lucas Vieira Silva, candidato que disputou vaga na ampla concorrência, mas foi reclassificado como pessoa com deficiência após laudo do TRT, levando à anulação da nomeação pela prefeitura.
O plenário da Câmara dos Vereadores do Recife rejeitou nesta terça-feira o pedido de abertura de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A votação ocorreu em meio a protestos de apoiadores e opositores. Como houve maioria simples necessária, o processo não avançou.
Campos acompanhou a pleito em Belo Horizonte, onde cumpre agenda como presidente do PSB. Pela manhã, teve compromissos reservados; à tarde, almoça com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Tadeuzinho (MDB). Em seguida, participa de encontro com parlamentares que vão se filiar ao PSB.
A sessão contou com 37 cadeiras lotadas por manifestantes de ambos os lados. Foram 9 votos favoráveis ao impeachment, 25 contrários e 1 abstenção. A iniciativa partiu do vereador Eduardo Moura (Novo), que acusa o prefeito de crime de responsabilidade e improbidade administrativa.
O caso remete a um concurso público de 2023. Na homologação original, Marko Venício dos Santos Batista ficou na lista de candidatos PCD. Em 2025, Lucas Vieira Silva foi nomeado para a vaga reservada a PCD, apesar de ter disputado ampla concorrência e ficado na 63ª posição.
Entenda o caso
Posteriormente, Silva apresentou laudo do TRT atestando TEA (transtorno do espectro autista), o que justificaria a reclassificação para PCD. A prefeitura republicou a lista, colocando Silva em primeiro entre PCDs e o nomeando para o cargo.
A nomeação gerou críticas e questionamentos jurídicos, levando Batista a impetrar mandado de segurança para anular a nova classificação. Em resposta, a Prefeitura do Recife anulou a nomeação de Silva e manteve Batista na posição original de PCD.
João Campos afirmou que as críticas utilizam o caso para fins políticos e eleitorais, defendendo que se trataria de uma disputa administrativa entre candidatos com deficiência, sem relação com favorecimento. A Câmara encerrou o tema sem abrir processo.
Entre na conversa da comunidade