- Um e-mail dos arquivos Epstein mostra que Lord Peter Mandelson apoiou uma campanha para enfraquecer o imposto sobre superlucros de mineração proposto pelo governo do governo de Kevin Rudd, na Austrália, em 2010.
- A mensagem, de junho de 2010, estimulava a construção de uma coalizão ampla para pressionar a administração australiana a recuar da medida.
- Na época, Mandelson havia perdido o cargo de secretário de Estado britânico e o setor de mineração atuava para desidratar o imposto, que previa 40% sobre lucros.
- O pacote de ações buscava evitar que a discussão fosse usada como um debate sobre quem governa a Austrália, segundo o texto.
- As revelações integram os arquivos Epstein, que também trazem ligações entre Mandelson e Epstein, com Mandelson dizendo que poderia facilitar uma investigação sobre vazamento de informações sensíveis.
Ao menos um documento nos arquivos Epstein mostra que Lord Peter Mandelson apoiou uma campanha para enfraquecer a taxação de superlucros da mineração proposta pelo governo australiano de Kevin Rudd em 2010. O material foi divulgado na mais recente leva de documentos.
O email, enviado em junho de 2010, surgiu quando a indústria de mineração coordenava ações contra o imposto. Mandelson, então em posição de destaque no Partido Trabalhista britânico, pediu a criação de uma coalizão ampla para pressionar Canberra a recuar.
O conteúdo sinaliza uma estratégia para enfatizar impactos sobre empregos e sociedade, buscando manter a pressão sobre o governo australiano. A correspondência circulou entre Mandelson e um destinatário com acesso a Epstein.
O imposto pretendido por Rudd era de 40% sobre lucros minerais, com previsão de gerar cerca de 9 bilhões de dólares por ano. A iniciativa enfrentou forte reação do setor, que promoveu campanhas públicas em defesa de seus interesses.
A campanha teve impacto político na Austrália, contribuindo para a queda de Rudd e a substituição por Julia Gillard em 2010. A nova gestão reduziu o modelo de taxação para um regime menos oneroso.
Mandelson também foi alvo de investigações e acabou deixando o Partido Trabalhista britânico. As novas revelações alimentam debates sobre conduta de figuras públicas e vazamentos de documentos confidenciais.
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