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Zema não decola e fragiliza a própria sucessão

Crise de Zema: candidatura não decola e afeta sucessão em Minas, com vice Simões sob pressão e desgaste de imagem por uso de avião oficial

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Foto: Cristiano Machado/Governo de Minas/Divulgação
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  • O governador de Minas, Romeu Zema, não ganha tração para a candidatura presidencial e fragiliza a própria sucessão, deixando o vice-governador Mateus Simões em posição de vulnerabilidade.
  • Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD para buscar mais tempo de televisão, recursos e estrutura, em meio a movimentos de Kassab para atrair outros governadores ao partido.
  • O governo mineiro é alvo de representações por uso de avião oficial em agendas ligadas à pré-campanha, com gasto de combustível próximo a 1,5 milhão de reais.
  • Zema atua nacionalmente, mas 41 compromissos fora de Minas indicam fratura entre a projeção presidencial e a base estadual, que já enfrenta déficit orçamentário e dívida com a União.
  • Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, continua como peça-chave para qualquer candidatura presidencial, mas o esforço de Zema não consolida palanque nem fortalece o vice Simões.

O governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, enfrenta queda de apoio e atrito interno. A crise envolve a própria imagem pública e o vice, Mateus Simões, que vê o cenário afastá-lo do palanque mineiro.

Em 18 de janeiro, o jornal O Globo informou que o governo de Minas usou o avião oficial em atividades de pré-campanha e registrou gasto recorde com combustível, perto de 1,5 milhão de reais. Representações da oposição foram abertas.

Zema é alvo de críticas por suposto uso político de bens públicos. O desgaste coincide com dúvidas sobre o futuro de Simões, que saiu do Novo e se filiou ao PSD para ampliar a estrutura de campanha.

Situação de Simões e o tabuleiro da direita

Simões passou a depender do ambiente do PSD, onde Gilberto Kassab tenta consolidar a base. O movimento amplia incertezas sobre o caminho do vice rumo ao governo de Minas e à eventual chapa presidencial.

No contexto nacional, o PSD tem negociado com potenciais candidatos à Presidência. Zema pode ganhar ou perder força dependendo do alinhamento do partido com nomes consolidados na disputa.

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, continua estratégico para a eleição federal. O desempenho de Zema no estado ajuda ou compromete a viabilidade de sua candidatura.

O governo mineiro manteve agenda externa expressiva desde o anúncio da pré-candidatura, com viagens e compromissos fora de Minas. Oficialmente, os deslocamentos visam temas de governo, segundo a gestão.

A crítica pública aponta que a imagem austera de Zema contrasta com o uso de recursos do Estado para fins políticos. O espaço para a construção de um palanque sólido em Minas permanece estreito.

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