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França aprova orçamento 2026, encerrando saga de meses

Orçamento de 2026 deve ser aprovado após falha de duas moções de desconfiança, trazendo alívio temporário e maior estabilidade para o governo de Lecornu

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
French Prime Minister Sebastien Lecornu delivers a speech to announce the use by the French government of article 49.3, a special clause in the French Constitution, to push the first part of the budget bill for 2026 (PLF 2026) through the National Assembly without a vote by lawmakers, during a new debate on the draft budget bill at the National Assembly in Paris
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  • A França deve aprovar o orçamento de 2026 na próxima segunda-feira, após o fracasso de duas moções de desconfiança, abrindo espaço de estabilidade para o governo minoritário de Sebastien Lecornu.
  • As negociações orçamentárias, que se arrastam há quase dois anos, ocorreram em meio a um enorme rombo fiscal herdado de Macron e a uma eleição parlamentar interrompida.
  • Mesmo com deficit ainda em torno de cinco por cento do PIB, investidores ficaram mais confiantes com a nova estabilidade, e o prêmio da dívida em relação ao bund alemão recuou a níveis vistos em junho de 2024.
  • Os Socialistas não irão apoiar as moções de desconfiança, o que viabiliza a aprovação do orçamento de 2026 após as votações.
  • Com o impasse, reformas importantes foram pausadas—incluindo a reforma da previdência—enquanto Macron prioriza política externa; Lecornu ganhou destaque político ao facilitar acordos.

A França deve aprovar o orçamento de 2026 nesta segunda-feira, encerrando meses de impasse após duas moções de censura falharem. O governo minoritário de Sébastien Lecornu abre espaço para uma fase de maior estabilidade política.

As negociações orçamentárias consumiram a classe política por quase dois anos, desde que Macron venceu a eleição de 2024 em meio a um parlamento fragmentado. Um grande déficit exigia medidas de ajuste para evitar instabilidade fiscal.

Lecornu, cuja nomeação em duas etapas gerou críticas internacionais, garantiu o apoio de parlamentares socialistas com concessões, elevando seu perfil político apesar do déficit de 5% do PIB.

A reação do mercado foi mista: o prêmio da dívida francesa frente ao título alemão recuou a patamares vistos em 2024, sinalizando alívio com a continuidade da estabilidade.

Os socialistas afirmam não apoiar as moções de censura, o que facilita a adoção do orçamento de 2026, já com mais de um mês de atraso. A suspensão da reforma da previdência foi uma consequência política central.

A reforma da previdência ficou temporariamente suspensa até as eleições presidenciais de 2027, quando o debate sobre a idade de aposentadoria pode voltar à tona. O pleito europeu concentra atenções para o equilíbrio político.

Com menos de um ano para o próximo pleito, o governo busca consolidar resultados sem novas mudanças profundas de orçamento antes da eleição, mantendo o foco em políticas externas e atração de investimentos.

A situação interna deixa o bloco centrista sem um sucessor claro, com duas ex-primeiras-ministras de Macron fortalecendo a corrida presidencial. Lecornu, por sua vez, ganhou adesões internas e mantém relevância no mapa político.

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