- O líder do Partido Verde, Zack Polanski, defende legalizar todas as drogas e regulamentar seu uso.
- Em entrevista à BBC, ele disse que nunca usou drogas nem bebeu álcool, mas não se coloca como “polícia da diversão”.
- A forma de evitar mortes seria por meio de uma abordagem de saúde pública, com apoio médico para quem tiver relação problemática com drogas.
- Polanski criticou Keir Starmer por fazer piadas sobre uso de drogas na universidade e disse que comparar com Putin foi “vile”.
- Ressaltou que o uso ilegal de drogas é desproporcionalmente racializado, atingindo mais jovens negros e pardos.
Zack Polanski, líder do Partido Verde, afirmou em uma entrevista na BBC que nunca usou drogas nem ingeriu álcool na vida, mas defende a legalização de todas as substâncias e a regulação de seu uso. A declaração ocorreu no programa Sunday With Laura Kuenssberg, em conversa sobre a universidade.
O político londrino disse que não atua como “polícia da diversão” e defende que as pessoas possam fazer o que quiser, desde que haja orientação médica quando houver relação problemática com as drogas. A estratégia defendida é legalização, regulação e apoio médico.
Polanski criticou abordagens que prendem usuários e pediu uma visão de saúde pública para prevenir mortes ligadas às drogas. Segundo ele, a política deve prevenir, intervir e oferecer suporte após o uso.
O deputado da London Assembly afirmou que o discurso de políticos que admitem uso de drogas, mas apoiam penas fortes para usuários é hipócrita. Ele citou a necessidade de tratar o tema com evidências e respeito aos direitos de saúde.
O tema também gerou críticas a Keir Starmer, que havia comentado sobre ter estudado com equilíbrio entre trabalho e diversão. Polanski considerou as falas inadequadas e disse que o episódio evidencia a necessidade de um debate mais responsável.
Segundo o Green, o uso ilegal de drogas tem implicações raciais, com jovens pretos sendo revistados com maior frequência que os brancos. Ele destacou que há ministros que admitiram uso de drogas, mas apoiam repressão a usuários, muitas vezes atingindo grupos jovens racializados.
Sobre a legalização de substâncias de Classe A, Polanski disse não abandonar o assunto de forma precipitada. Apontou que o álcool, também uma droga, deve ser incluído em uma abordagem de saúde pública para reduzir danos.
Ele explicou que a preocupação principal é evitar que o uso de drogas aumente em vias públicas e no mercado negro, que é alimentado pela repressão. Polanski defendeu um debate maduro, com foco em prevenção e acesso a apoio.
O político ressaltou ainda que não é teetotal, mas cresceu em um ambiente escolar onde muitos amigos bebiam ou usavam drogas. Disse que o objetivo é garantir apoio para quem precisar, com consumo seguro orientado pela saúde pública.
Durante a entrevista, Polanski mencionou que já foi bailarino de breakdance. Afirmou que aprecia a prática segura, desde que haja proteção para quem optar pelo consumo, destacando a importância de serviços de apoio para quem não utiliza substâncias.
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