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Rachida Dati busca vencer escândalo para se tornar prefeita de Paris

Rachida Dati, ré em Paris por suposta corrupção, disputa a prefeitura em meio a crise habitacional e pressão climática na capital francesa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
In September, Dati will go on trial accused of lobbying for the Renault-Nissan group while in the European parliament.
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  • Rachida Dati, atual ministra da Cultura, concorre à prefeitura de Paris pelo partido de direita Les Républicains, defendendo mais policiamento, CCTV e privatização da coleta de lixo.
  • A esquerda — Socialistas, Greens e Comunistas — se uniu para bloquear a candidatura; Emmanuel Grégoire é o candidato deles e o pleito é considerado muito acirrado.
  • Dati afirma manter o projeto de transformação da margem do Sena em espaço pedonal, mas promete renovar áreas de lazer, além de ampliar políticas de combate ao calor extremo e enchentes.
  • Ela enfrenta um julgamento em setembro por suposta irregularidade e favorecimento, ligado a lobby com o grupo Renault-Nissan durante o mandato no Parlamento Europeu; a candidata nega irregularidades.
  • Além de Dati, aparecem no cenário candidatos como o centrista Pierre-Yves Bournazel e a far-right Sarah Knafo, com o apoio de parte do eleitorado calculando o peso de uma candidatura divisiva.

Rachida Dati, ministra da Cultura, pretende se eleger prefeita de Paris e tirar a gestão da esquerda, que governa há 25 anos. A disputa ocorre em meio a críticas sobre segurança, habitação e mudanças climáticas na capital francesa.

No entanto, a campanha enfrenta um cenário tenso: Dati responde a processo por suposta corrupção e abuso de poder, envolvendoLobby com a Renault-Nissan quando atuava no Parlamento Europeu. Ela nega as acusações.

Dati concorre pelo partido Os Republicanos e propõe ampliar policiamento, investir em videomonitoramento e priorizar trabalhadores locais na política de habitação social. Ela também defende privatizar a coleta de lixo, para liberar tempo de planejamento urbano.

A eleição de Paris, marcada para março, ocorre com a atual prefeita Anne Hidalgo, da esquerda, não buscando a reeleição. Grupos de esquerda uniram-se para barrar a candidatura de Dati, apoiando Emmanuel Grégoire, candidato socialista, que promete ampliar habitação social e manter políticas ambientais.

Analistas apontam um resultado difícil de previsível. A trajetória de Dati, que nasceu em família de baixa renda na Borgonha, é ressaltada pela campanha, enquanto o apoio dos eleitores permanece polarizado entre simpatias e ceticismo.

Outros candidatos de peso atuam no espectro político: Sarah Knafo, de Reconquête, pode dividir votos de direita, e Pierre-Yves Bournazel representa o centrismo, com críticas à atual disputa entre esquerda e direita.

Pesquisas indicam que Dati tem alta notoriedade, mas avaliação negativa entre parte da população parisiense, enquanto Grégoire tenta consolidar o apoio de setores que defendem o legado ambiental e social da gestão anterior.

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