- O Rio deve ter duas eleições para governador em 2026: o atual governador Cláudio Castro deixa o cargo para disputar o Senado, e haverá eleições indiretas em 30 dias decididas pela Assembleia Legislativa (Alerj).
- O PT do Rio estava alinhado com Eduardo Paes para o governo em outubro, mas há tensões internas que abriram espaço para, entre outras opções, Ceciliano como pré-candidato ao mandato-tampão.
- Lideranças do PT em Brasília veem a candidatura de Ceciliano como forma de fortalecer o palanque de Lula no Rio e facilitar a campanha do presidente no estado.
- Ceciliano aguarda encontro com Lula durante o carnaval para fechar apoio e discutir verbas para saúde e segurança, que ajudariam a angariar votos.
- A executiva estadual do PT nega a pré-candidatura de Ceciliano; Paes também afirma apoio a Lula. O partido disse que não lançará candidatura ao governo no mandato-tampão e deve priorizar a aliança com Paes.
O PT avalia André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro no mandato-tampão previsto para o primeiro semestre. A manobra é vista como forma de criar palanque para Lula no estado.
Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador em 2026. Cláudio Castro deve deixar o cargo em abril para concorrer ao Senado em outubro. Sem vice, o presidente do TJ assume e convoca eleições indiretas em 30 dias; caberá aos deputados estaduais escolherem o novo governador.
Cenário interno do PT
Até recentemente, o PT do Rio apoiava Eduardo Paes para o pleito de outubro, mesmo com divisão entre o diretório local e a Executiva Nacional. Declarações de alas divergentes ampliaram a tensão sobre a aliança com o PSDB/PSD em torno de Paes.
O que motivou o interesse em Ceciliano
Lideranças do PT em Brasília veem no nome dele uma forma de fortalecer o palanque de Lula no estado. A ideia é que, se Ceciliano vencer no mandato-tampão, Paes possa apoiar a campanha de Lula em outubro. A estratégia é vista como facilitadora para o desempenho do presidente.
Declarações e desdobramentos
Marina do MST, líder do PT na Alerj, elogiou Ceciliano como trabalhador e conciliador, credenciando-o para o segredo. O PT estadual, porém, negou a pré-candidatura e disse que o melhor palanque para Lula permanece com Paes. Ceciliano já negou a própria candidatura.
Possíveis concorrentes e cenário político
Nomes como Nicola Miccione, chefe da Casa Civil de Castro, e Douglas Ruas, secretário das Cidades, aparecem como prováveis candidatos pela oposição na eleição indireta. O PL tem força na Alerj, com 18 deputados, aumentando a complexidade para obtenção dos 36 votos necessários.
Próximo passo e alianças
A expectativa é de um encontro entre Ceciliano e Lula durante o carnaval para selar apoios e discutir recursos para saúde e segurança. A executiva estadual do PT afirma que a prioridade é a candidatura de Paes e o apoio a Lula em outubro, mantendo o mandato-tampão sem candidatura própria.
Entre na conversa da comunidade