- MPs trabalhistas expressam frustração com o atraso em reformar anúncios de jogo de azar e pedem ação da ministra das comunicações e esportes, Anika Wells.
- Documentos revelados por meio de leis de acesso à informação indicam que o departamento de Wells reconhece apoio à proibição de anúncios, mas teme impactos para códigos esportivos e empresas de mídia.
- Cerca de uma dúzia de deputados trabalhistas discutem a reforma, com alguns dizendo que o grupo ganha apoio e que há sensação de não serem ouvidos.
- O governo enfrenta pressão para responder ao relatório Murphy, de 2023, que recomenda a proibição gradual de anúncios de jogos online e outras medidas de redução de danos.
- Além de Betstop e proibição de cartão de crédito para jogos, o governo afirma manter ações para proteger o público, enquanto negocia com broadcasters, códigos esportivos e defensores de redução de danos.
Em meio à pressão interna, o grupo de membros do Partido Trabalhista reclama da morosidade na reforma de anúncios de jogos de azar. MPs defendem que a ministra das comunicações e do esporte, Anika Wells, tome providências.
Documentos divulgados por meio da Lei de Liberdade de Informação mostram que o gabinete de Wells reconhece a popularidade de um banimento de propagandas, mas teme impactos para códigos esportivos e empresas de mídia. A discussão envolve uma dezena de deputados trabalhistas.
O debate sobre a reforma avança, com apoio amplo no parlamento. Ex-líder da oposição e aliados do Partido verde têm defendido mudanças, incluindo proibição total de publicidade de apostas online em momentos-chave.
Detalhes e desdobramentos
A comitiva trabalhista relata frustração crescente por não conseguir agendar reuniões com Wells há meses para tratar do tema. Segundo eles, existem pressões externas ao partido para avançar a agenda.
O governo tem respondido com ações, como a introdução do Betstop, um registro nacional de autoexclusão, e a proibição de uso de cartões de crédito em apostas. Autoridades afirmam que essas medidas demonstram compromisso com a proteção de vulneráveis.
Relatórios de comitês indicam que a reforma de publicidade de apostas é vista como controversa, com ganhos para quem financia transmissões e direitos de exploração, mas riscos para visibilidade de marcas esportivas. Também há preocupação com o impacto financeiro sobre emissoras e ligas esportivas.
Deputados de oposição destacam que o relatório Murphy, de 2023, recomenda uma proibição gradual de propagandas de jogos online e outras medidas de redução de danos, sem resposta do governo até hoje. Fonte oficial lembra que o governo trabalha para equilibrar proteção ao público e receita de mídia.
Panorama político e prazo
Há expectativa de que 2026 seja o marco para avançar na implementação de mudanças relativas às recomendações do relatório Murphy. Membro da bancada trabalha para manter a pauta na agenda nacional, diante de apelos de comunidades afetadas pelo jogo.
Relatórios de rivais políticos acusam o governo de atrasar ações há quase 1.000 dias desde a entrega do documento. A defesa oficial afirma que a administração prioriza proteção a crianças e jovens e segue dialogando com analistas de danos, broadcasters e codes esportivos.
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