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Protestos pedem renúncia de político húngaro por comentário anti-Roma

Milhares devem se reunir em Budapeste para exigir a renúncia de János Lázár após comentário racista contra romos, em meio à campanha eleitoral

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
János Lázár said migration was not the solution to Hungary’s labour shortage.
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  • Milhares devem se reunir em Budapeste para exigir a renúncia do político János Lázár, após comentário racista contra pessoas romas em um fórum político.
  • O vídeo mostra Lázár dizendo que, como não há migrantes, romas fariam a limpeza nos trens InterCity, usando um insulto durante o discurso.
  • A fala provocou reação de organizações romas, ONGs e da oposição, que pedem desculpas e demissão.
  • A manifestação ocorre cerca de dez semanas antes das eleições, que podem definir o futuro do governo do Fidesz, de Viktor Orbán.
  • Lázár pediu desculpas, mas não renunciou; ele apareceu ao lado de Orbán em um evento recente.

O protesto em Budapeste ganhou contornos nacionais após as declarações de János Lázár, ministro de alto escalão, sobre Roma. O objetivo dos manifestantes é exigir a renúncia do político e cobrar responsabilidade pública pelas palavras consideradas discriminatórias. O movimento ocorre semanas após o vídeo da fala circular na internet.

Segundo o material divulgado, Lázár afirmou em um fórum político que a migração não resolveria a escassez de mão de obra, sugerindo que trabalhadores Roma aceitariam limpar os banheiros de trens InterCity. A frase provocou repúdio de comunidades Roma, ONGs e partidos da oposição, que pedem explicações e demissão.

O tema ganhou contorno eleitoral, com eleições previstas em 10 semanas. A vitória do partido governante Fidesz está sob pressão, dada a queda de apoio e os recentes episódios de críticas públicas. Pesquisas indicam liderança estável do Tisza, centro-direita, em relação ao Fidesz, possivelmente influenciando o cenário de voto.

Os organizadores do protesto dizem que a fala de Lázár ultrapassou limites e reforçou a necessidade de responsabilização. Jovem ativista Roma, Ádám Lakatos, destaca que o episódio pode mobilizar eleitores indecisos contra o governo. O grupo de organização planeja ações neste fim de semana.

O caso ocorre num momento em que Roma enfrentam dificuldades crônicas em várias regiões da Hungria, com padrões de pobreza mais elevados e expectativa de vida inferior à média nacional. Observadores apontam que as políticas públicas são objeto de escrutínio constante.

Analistas políticos ressaltam que a reação pública ao incidente pode influenciar a curva de apoio eleitoral. A atuação do governo, bem como de aliados próximos, é observada com atenção por partidos de oposição e pela sociedade civil, em especial quanto à promoção de políticas inclusivas.

Líderes de oposição argumentam que a resposta do governo a acusações de discriminação pode moldar o desempenho nas urnas. Não há confirmação de desfecho imediato para o caso, mas o tema tende a permanecer nos debates públicos até as eleições.

Contexto regional

  • Roma e organizações não governamentais criticam a retórica discriminatória e o uso de estigmas para justificar políticas públicas.
  • Pesquisas recentes indicam que o eleitorado indeciso pode ser sensível a estratégias de comunicação com conotação xenófoba.

Perspectivas para o debate

  • A possibilidade de renúncia de Lázár permanece incerta, com o político mantendo posição pública de não deixar o cargo.
  • Observadores ressaltam que o episódio pode mudar a percepção de governabilidade, dependendo de respostas oficiais e de gestos de inclusão.

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