- Keir Starmer pediu que Andrew Mountbatten-Windsor testemunhe perante o Congresso dos EUA sobre suas ligações com Jeffrey Epstein.
- Os novos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, destacam o papel de Mountbatten-Windsor, que teve seus títulos removidos no ano passado.
- Os documentos mostram que Epstein convidou Mountbatten-Windsor para Buckingham Palace em setembro de 2010, meses após a condenação de Epstein pelo crime de solicitação de sexo com menores.
- Acontece que, em frente ao Congresso, Mountbatten-Windsor é objeto de depoimento no âmbito de investigações sobre o manejo do caso Epstein pelos EUA.
- O líder trabalhista afirmou que as vítimas de Epstein devem ser a prioridade e que quem tem informações deve colaborar com as investigações.
Keir Starmer pediu que Andrew Mountbatten-Windsor testemunhe perante o Congresso dos EUA sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. A defesa presidencial no Japão para reunião com Sanae Takaichi foi o contexto em que a pergunta foi feita aos jornalistas.
Mountbatten-Windsor, que teve os títulos retirados no ano passado, aparece com frequência nos novos lotes de documentos de Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA na sexta-feira. Os papéis citam encontros e mensagens que levantam dúvidas sobre sua relação com o multimilionário condenado.
O material também mostra que Epstein teria convidado Mountbatten-Windsor para Buckingham Palace em setembro de 2010, dois anos após uma condenação anterior do magnata. Os registros incluem e-mails e registros de encontros em Nova York e outros locais.
Novos documentos
Os arquivos revelam que Epstein sugeriu facilitar um jantar com uma mulher russa, de 26 anos, em que Mountbatten-Windsor demonstrou interesse. Houve registro de passeio de ambos em Central Park, em 2010, e menção a uma entrevista anterior em televisão.
Subsequentemente, Mountbatten-Windsor teria continuado a enviar fotos íntimas de suas filhas adultas a Epstein. Em 2022, ele teria quitado uma soma estimada de £12 milhões a Virginia Giuffre, sem admitir culpa, segundo os documentos.
Há registros de que o ex-príncipe manteve laços com Epstein após a primeira condenação e que a família real foi, de modo geral, afastada por manter a amizade. Epstein também teria ajudado financeiramente a outros ligados a figuras britânicas, o que gerou questionamentos.
Os documentos contêm correspondência entre Mountbatten-Windsor e Ghislaine Maxwell, que cumpre pena nos EUA por tráfico de menores. Maxwell foi indicada como aliada de Epstein em várias troca de mensagens.
O material também aponta envio de £10 mil por Epstein ao marido da ex-ministra Peter Mandelson, Link sugerido a um curso de osteopatia. Mandelson pediu hospedagem em propriedades de Epstein durante seu regime de prisão.
Mandelson reconheceu publicamente que foi erro manter o vínculo com Epstein após a condenação. Ele informou que foi suspenso de seu cargo de embaixador britânico nos EUA em 2025 por mensagens de apoio a Epstein após a condenação.
Além disso, Richard Branson estaria em contatos com Epstein em 2013, no Necker Island, com mensagens que sugeriam apoio à imagem pública de Epstein. Branson afirmou que a Virgin não manteve contatos após due diligence negativa.
Uma resposta oficial da Virgin Unite explicou que o contato ocorreu apenas em eventos de caridade ou empresariais, com devida verificação. A empresa afirmou que não houve aproximação após a avaliação ter apontado irregularidades graves.
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