- Flávio Bolsonaro ligou para o irmão na semana passada e pediu que Eduardo tivesse paciência e não criticasse publicamente o governador Tarcísio de Freitas, para evitar dividir a direita.
- Eduardo acatou o apelo e não reclamou de Tarcísio; segundo o UOL, reagiu de modo jocoso e chamou Flávio de “centrão”.
- Carlos Bolsonaro também apoiou Flávio, almoçou com Tarcísio e publicou nas redes sociais, reforçando a mensagem aos apoiadores.
- Em Santa Catarina, houve tensão com a candidatura de Carlos ao Senado e críticas de Ana Campagnolo; Carlos e Eduardo cogitaram expulsar Campagnolo, mas Flávio pediu que o tema fosse deixado para depois.
- A conclusão foi manter o tom mais conciliador: Carlos deve ser indicado ao Senado, o PL sinaliza aproximação entre bolsonaristas e evitar radicalização para não afastar eleitores.
O ambiente político da direita ganhou uma tentativa de pacificação entre Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e aliados próximos. A movimentação ocorre após aberturas de Tarcísio de Freitas, considerado alvo de críticas do grupo, ter gerado desconforto com a pré-candidatura de Flávio à Presidência.
Flávio acionou o irmão na semana passada, pedindo tranquilidade nas falas públicas. Eduardo, conhecido por críticas anteriores a Tarcísio, ouviu o recado para manter a paciência e evitar ataques públicos, segundo apuração do UOL.
Carlos Bolsonaro também alinhou-se com o movimento de contenção. Ele concordou com a estratégia, participou de almoço com Tarcísio e publicou registros nas redes, reforçando uma mensagem de moderação para a militância.
Consolidação da estratégia familiar
A atuação visa evitar a divisão da base da direita e fortalecer a construção da candidatura de Flávio. O objetivo é evitar confrontos que prejudiquem a imagem do bloco, principalmente em momentos de proximidade entre aliados.
Eduardo reagiu de forma reservada, mantendo o tom de humor ao classificar Flávio como “centrão” em conversa interna com a imprensa, de acordo com a apuração. A reação ocorreu após Tarcísio adiar visita a Jair Bolsonaro, na semana anterior, e falar em apoiar Flávio em SP.
Situação em Santa Catarina
Em Santa Catarina, a postura de diálogo ganhou destaque com a polarização em torno da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado. A deputada Ana Campagnolo (PL), líder entre a militância, manifestou críticas locais, mas houve resistência a medidas que poderiam expulsar a parlamentar do partido.
Flávio sugeriu que a controvérsia não avançasse, orientando que o tempo ajudaria a esclarecer a situação. A expectativa é de que Carlos seja indicado ao Senado, evitando medidas duras contra Campagnolo e buscando manter a coesão da base.
O PL permanece atento aos impactos políticos, avaliando a necessidade de manter um discurso moderado para não afastar eleitores da base conservadora. Parlamentos ligados ao partido sinalizam preferência por estratégias de contenção e diálogo.
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