- Cerca de mil pessoas se reuniram em frente ao prédio da Department of Veterans Affairs, em Washington, para lembrar Alex Pretti e pedir fim do financiamento para o Departamento de Segurança Interna e agências ligadas, como ICE e CBP.
- Vigílias aconteceram em várias cidades do país, com velas e flores em memória de Pretti e de Renee Good, mãe de três filhos.
- O pacote de gastos aprovado pela Câmara não passou no Senado, que discutia o financiamento de DHS; houve extensão de duas semanas para o sixth spending bill enquanto as negociações continuam.
- A mobilização ocorreu em meio a críticas ao DHS e aos métodos de agentes federais, com pedidos para rediscutir o orçamento e defender direitos civis.
- Trabalhadores da VA e apoiadores protestaram contra a gestão da pasta, cobrando respostas das autoridades e destacando a importância de manter a assistência aos pacientes.
Foi realizada uma vigília em frente ao prédio do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA) em Washington DC, onde cerca de mil pessoas se reuniram na noite de quarta-feira para lembrar Alex Pretti, enfermeiro de UTI de um hospital de veteranos, e pedir o fim de financiamentos a agências de imigração e fronteiras. O ato ocorreu diante de temperaturas extremas, no contexto de protestos organizados pela National Nurses United (NNU).
Os participantes lembraram Pretti, que foi conforme relatos morto por agentes federais, ao lado de Renee Good, poeta e mãe de três, cuja morte também repercutiu nacionalmente. O alvo dos protestos foi o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), com foco em órgãos como a imigração e a proteção de fronteiras, em meio a um pacote orçamentário que não foi aprovado no Senado.
A mobilização de Washington DC faz parte de uma série de ações nacionais. Além da vigília na capital, ocorreram eventos em Portland (Virginia), Eugene (Oregon), Chicago, Nova York e San Diego, organizados pela NNU para chamar atenção sobre o tema. Em Washington, a multidão elevou cânticos contra o financiamento do DHS e pediu mudanças.
No âmbito político, o pacote de gastos aprovado pela Câmara não recebeu apoio suficiente no Senado, que ofereceu uma extensão de duas semanas para o financiamento do DHS enquanto as negociações continuam. Parlamentares democratas defenderam a aprovação de quase todos os itens, exceto o financiamento da pasta.
Núcleo de vigilantes e autoridades do DHS permanecem sob escrutínio. O secretário do VA confirmou que Pretti era funcionário da instituição, mas houve críticas a pronunciamentos sobre responsabilidade de autoridades locais. Líderes sindicais de trabalhadores federais contestaram as declarações e cobraram posicionamento firme sobre a gestão.
Entre estudantes e profissionais presentes, houve relatos de mobilização ideológica entre participantes. Alguns defendem a abolição de agências envolvidas no enforcement de imigração, enquanto outros ressaltam a necessidade de reformas institucionais. A cobertura enfatiza o contraste entre o clima de luto e o ativismo político.
Relatos de apoio às famílias das vítimas marcaram o evento. Um enfermeiro de Minneapolis, que também trabalha no VA, descreveu a importância de manter a memória de Pretti e incentivar melhorias na assistência. A programação incluiu momentos de silêncio, cânticos e homenagens com flores e velas.
Contexto e desdobramentos
O caso e as manifestações alimentam debate sobre políticas de imigração e sobre a atuação de agências federais. O movimento nacional de enfermeiras enfatiza a proteção de pacientes e a qualidade do atendimento, destacando a necessidade de mudanças estruturais no uso de recursos públicos.
Reação institucional
Líderes do setor de saúde pública e representantes sindicais criticaram decisões administrativas que, segundo eles, não priorizam a segurança e o bem-estar dos profissionais e pacientes. As partes envolvidas ressaltam a importância de respostas transparentes e de diálogo com congressistas.
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