- PSD, de Gilberto Kassab, aponta escolher um presidenciável entre Ratinho Júnior, Caiado e Eduardo Leite para atrair o eleitorado independente e de direita não bolsonarista (53% da população segundo Quaest).
- Ratinho Júnior, em entrevista ao Globo, defende indulto para Bolsonaro; Caiado criptografa a ideia de costurar aliança com Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
- Caiado disse que trabalha com o PL para ter a segunda vaga de senador em Goiás, com dois palanques na mesma coligação para apoiar candidatos diferentes.
- Pesquisas indicam que Lula tem vaga no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro lidera entre os bolsonaristas para a segunda vaga, com 77% desse eleitorado conforme Quaest.
- Cenário de 2026 lembra 2022, com o eleitor independente definindo o resultado; Lula aparece com 25%, Flávio com 16% e Tarcísio de Freitas com 15% (que abriu mão do sonho presidencial); Leite aparece em posição mais baixa nas sondagens.
Na largada de 2026, o PSD de Gilberto Kassab sinalizou a possibilidade de apresentar um presidenciável visto como anti-Lula, sem toxinas antidemocráticas. A ideia surgiu na noite de terça-feira, em meio a especulações sobre o cenário eleitoral.
A pesquisa Quaest, divulgada em 14 de janeiro, aponta que indecisos e eleitores de direita não bolsonarista somam 53% do total. O partido avalia escolher entre Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
Contexto das possibilidades
Dois nomes da lista tríplice já enfrentam dilemas com o bolsonarismo desde o início da corrida. Ratinho Júnior afirmou, em entrevista, que pode defender um indulto para Bolsonaro. Caiado sinalizou abertura para alianças com o ex-presidente no primeiro turno.
Caiado disse ainda que busca evitar a divisão do eleitorado e cita uma composição com o PL para ocupar a segunda vaga de senador em Goiás. Segundo ele, a aliança prevê palanques conjutos com apoiadores de Flávio Bolsonaro em alguns estados.
Desdobramentos da corrida
Eduardo Leite figura como alternativa mais moderada, com críticas ao petismo e ao bolsonarismo, mas ficou atrás de Ratinho Júnior e Caiado em sondagens testadas. A trajetória de Leite não reuniu o suficiente apoio para liderar a lista.
A avaliação geral mostra que, mesmo com o aumento de candidatáveis, Lula mantém vaga provável no segundo turno. Flávio Bolsonaro aparece como principal opção para a segunda posição, de acordo com a Quaest, com 77% entre o eleitorado bolsonarista.
Cenário e perspectivas
O eleitorado independente, considerado decisivo, representa cerca de um terço das intenções de voto. A pesquisa sugere que Lula aparece com cerca de 25% nesse grupo, enquanto Flávio fica em 16% e Tarcísio de Freitas em 15% antes de abandonar o pleito.
Para o PSD, o desafio é definir qual candidato terá posição viável no primeiro turno sem abrir mão de coalizões estratégicas. Dois dos nomes da lista já atuaram em atos pró-anistia vinculados a Bolsonaro.
Pontos centrais da leitura indicam que a polarização entre bolsonarismo e governo pode reconfigurar o cenário. O entendimento sobre o caminho democrático tem ocupado espaço relevante entre eleitores da direita não bolsonarista.
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