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Suspensão de vistos de Trump deixa famílias adotivas em incerteza

Suspensão de vistos para adoções internacionais deixa famílias em espera, sem isenção automática, com avaliação caso a caso pelo governo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
The Dowey family and their adopted daughter, Grace, who is currently in Haiti.
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  • O governo suspendeu temporariamente vistos imigratórios para 75 nacionalidades, incluindo a Colônia, impactando casos de adoção internacional.
  • A suspensão não traz isenção automática para adoção; cada caso será analisado individualmente pelas autoridades consulares.
  • Famílias em processo, como Grace e Dave Macchioni, tiveram planos de viagem cancelados e aguardam orientações sobre quando poderão trazer as crianças para os EUA.
  • Em 28 de janeiro, o governo informou orientação de que adoções internacionais são elegíveis para excepcionais de interesse nacional, processadas de forma prioritária e caso a caso; ainda sem clareza sobre critérios completos.
  • Organizações de adoção e famílias buscam restauração de uma isenção categórica para adoção, enquanto seguem com esforços de advocacy e petições.

Grace e Dave Macchioni viram a viagem da adoção ganhar data marcada: 24 de janeiro, para buscar a filha recém‑adotiva de 14 anos, Zuli, na Colômbia. O plano era seguir à embaixada dos EUA em Bogotá para obter o visto que permitiria trazê‑la para casa.

Durante a chamada com a agência de adoção, foi informado que o governo americano havia imposto uma suspensão de vistos para 75 países, incluindo a Colômbia. A família aguardava confirmação, mas desconfiou ao perceber a gravidade da medida.

Antes da suspensão, Zuli já havia passado por um programa de acolhimento nos EUA e, na videochamada de início de janeiro, expressou ansiedade ao conhecer o quarto preparado pela família. A adoção vinha sendo tramitada há mais de um ano.

Com a decisão, os Macchionis cancelaram voos, desligaram um cuidador contratado para a avó, informaram familiares que ficariam com os meninos e comunicaram ao trabalho de Dave que não haveria licença. A incerteza se estendeu a todos os planos.

A suspensão de vistos para nacionais de alta probabilidade de uso de benefícios públicos veio acompanhada do decreto de dezembro que restringiu entradas de determinados países e pode durar até o fim do mandato. Ainda não houve uma exceção formal para adoção.

A comunidade de adoção reagiu com mobilização: redes sociais, cartas, petições e visitas aos representantes foram propostas para reverter a regra de forma generalizada. Parlamentares pediram orientação clara para exceções ou restauração da isenção por adoção.

Em 28 de janeiro, o governo dos EUA publicou uma orientação afirmando que adoções internacionais podem receber exceção por interesse nacional e devem ser tratadas prioritariamente, caso a caso. A comunicação não definiu critérios amplos.

Grupos de adoção avaliam a efetividade da medida: há comemoração moderada pela possibilidade de avaliação individual, mas pedidos por uma isenção categórica permanecem. Observam ainda a necessidade de clareza sobre possíveis recusas e critérios aplicáveis.

Christine Deason, que aguarda a adoção de uma criança na Tailândia, relatou surpresa com a ausência de isenção para adoção, questionando a lógica de restringir vistos quando o processo de adoção envolve entrega de documentação financeira extensa e garantias de estabilidade.

Enquanto isso, famílias como a Deasons planejam a recuperação de prazos, tentando avançar com as etapas; Grace e Dave, em Rhode Island, mantêm esperanças de que a decisão federal evolua. O quarto de Zuli permanece pronto para recebê‑la, com brinquedos e itens que recordam o Brasil e a Colômbia.

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