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Partido Missão encara 2026 com desafio de conquistar confiança da direita

Missão, novo partido do MBL, busca ampliar apoio da direita com foco em combate ao crime, responsabilidade fiscal e centralização de decisões, em São Paulo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Guto Zacarias, Renan Santos, Amanda Vettorazzo e Kim Kataguiri – alguns dos nomes fortes do MBL que disputarão cargos eletivos em 2026 pelo partido Missão (Foto: Alesp/Youtube MBL Oficial/Câmara Municipal de São Paulo/Câmara dos Deputados)
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  • O Missão é um novo partido liberal criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL) e obteve aprovação do Tribunal Superior Eleitoral, ficando apto a lançar candidatos.
  • A legenda reuniu 547 mil assinaturas entre novembro de 2023 e junho de 2025 para viabilizar a criação, somando-se a outros 29 partidos nas eleições de 2026.
  • Entre as propostas estão descentralização econômica, combate à corrupção, segurança pública rígida e industrialização do Nordeste; o plano inclui governar com foco na gestão profissional e responsabilidade fiscal.
  • O pré-candidato à presidência é Renan Santos, líder do MBL, que também preside o Missão; nomes conhecidos como Kim Kataguiri, Guto Zacarias e Amanda Vettorazzo devem concorrer a cargos nacionais, todos atualmente no União Brasil.
  • Um desafio central é ampliar o apoio fora de São Paulo e atrair eleitores conservadores que hoje gravitam em torno do bolsonarismo, com ênfase na pauta de segurança pública.

O partido Missão, criado por integrantes do Movimento Brasil Livre, foi aprovado pelo TSE e pode lançar candidatos nas eleições de 2026. A eleição terá 30 partidos, um a mais que 2024.

A coleta de assinaturas começou em novembro de 2023 e terminou em junho de 2025, atingindo o mínimo exigido de 547 mil para a criação de uma legenda. O MBL lidera o novo partido.

Missão se apresenta como liberal, defendendo o regime democrático, o pluripartidarismo, direitos humanos, liberdades civis e economia liberal com o Estado atuando como regulador. Propõe foco na gestão pública, combate à corrupção e segurança pública rígida.

Apoiado por Renan Santos, presidente do MBL e pré-candidato da legenda, o partido promete candidaturas a governadores, deputados federais e ao Senado em todo o país. Kim Kataguiri, Guto Zacarias e Amanda Vettorazzo são nomes ligados ao movimento.

A estratégia eleitoral passa pela consolidação de um espaço entre eleitores conservadores, especialmente entre apoiadores de Bolsonaro. O MBL teve participação de apoio ao ex-presidente em 2018, mas se tornou opositor no início do mandato.

O Missão terá como referência a forte centralização de decisões na Executiva Nacional e a disciplina rígida entre filiados. O estatuto prevê um presidente de honra vitalício com voto na comissão executiva.

Entre as propostas públicas estão o combate ao crime organizado, industrialização do Nordeste, responsabilidade fiscal e endurecimento de leis penais, além de combate à poluição e ao desmatamento. A promessa é também ampliar a qualidade da saúde.

A construção interna da legenda é marcada pela ideia de consolidar identidade doutrinária, com foco em manter coerência política à medida que o partido cresce. A ideia é evitar cooptações e manter a linha do programa.

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