- O texto argumenta que a real erosão civilizacional não ocorre na Europa, e sim nos Estados Unidos, com expansão do poder do Estado.
- Afirma que a grande tradição ocidental é limitar o poder estatal, desde a Magna Carta, para manter direitos, tribunais independentes e propriedade privada.
- Sinaliza ações da segunda gestão Trump que, na visão do texto, minam essas tradições, como prisões de dissidentes com uso de autoridades federais e veículos não identificados.
- aponta assédio a instituições civis — imprensa, universidades, gabinetes de advocacia e até empresas privadas — e criminalização de críticas ou grupos considerados indesejados.
- menciona ainda expansão do poder estatal na economia, pressões a firmas e a discussão sobre designar certos grupos como organizações terroristas estrangeiras, como sinais de normalização de uma governança mais autoritária.
O texto analisa como a segunda gestão de Donald Trump é apresentada como ameaça à limitação do poder estatal, fundamento histórico do Ocidente desde a Magna Carta. O autor sustenta que a “erosão civilizacional” mirante não é europeia, mas norte-americana, sob a ótica de ampliar o alcance do Estado.
Segundo o artigo, a crítica central é que o Ocidente se distingue pela limitação do poder estatal, com direitos, tribunais independentes e proteção à propriedade. Alega-se que esse legado fica em risco diante de ações recentes do governo norte-americano.
A peça aponta que, em Minneapolis, dois cidadãos foram mortos durante exercícios de direitos constitucionais. Também cita uso de oficiais federais mascarados e em veículos não identificados, com prisões sem mandados judiciais, criando sensação de policiamento autoritário.
O texto sustenta ainda que a administração tem retardado o cumprimento de decisões judiciais. Alega que esse comportamento confirma uma tendência de desobediência de cortes e de enfraquecimento de freios e contrapesos.
A matéria afirma que o governo estaria direcionando ações contra a sociedade civil, universidades, organizações sem fins lucrativos, escritórios de advocacia e empresas privadas. Alega-se que a Justiça fiscaliza entidades acusadas de ligações com grupos de oposição.
Além disso, a reportagem aponta pressões sobre a imprensa, com acionamento de processos e instrumentos regulatórios em gestões para coagir a linha oficial. O texto cita ainda um caso de 2023 envolvendo a FTC e uma organização de esquerda.
Contexto institucional
O artigo ressalta o crescimento do poder estatal na economia, não apenas por regras, mas por práticas de cooperação e disciplina com o setor privado. Alega que a promessa de decisões de aprovação pode depender de adoção de políticas específicas.
Limites de devido processo
A reportagem descreve propostas para classificar como organizações terroristas estrangeiras grupos de oposição definidos de forma vaga. Afirma que a definição de “apoio material” pode abranger ações mínimas, ampliando o risco de criminalização de dissidência.
Implicações para o Ocidente
O texto afirma que a força institucional da democracia depende de um Estado limitado e de direitos protegidos. Alega que o perigo não é o excesso de tolerância, mas a expansão do poder estatal que empurra a sociedade para padrões de controle.
O artigo conclui afirmando que a erosão civilizacional estaria ocorrendo, mas não na Europa; e sim nos Estados Unidos, com o governo ampliando poderes e a sociedade se acostumando com isso.
Este conteúdo também circula como republicação de um artigo divulgado originalmente pelo Washington Post e integra a linha de trabalhos de Fareed Zakaria.
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