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FBI abre nova frente na estratégia de Trump para semear dúvidas eleitorais

FBI realiza busca no escritório eleitoral de Fulton, ampliando o esforço para questionar a integridade das eleições de 2026

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Tulsi Gabbard, the director of national intelligence, at the Fulton county election office on Wednesday evening.
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  • O FBI realizou mandado de busca na divisão eleitoral do condado de Fulton, na Geórgia, para apreender cédulas de 2020, fitas de tabulação, imagens de votação e listas de eleitores.
  • a operação é apresentada como um novo fronteiro agressivo na estratégia de Donald Trump de semear dúvidas sobre as eleições antes das eleições de 2026.
  • Mesmo com duas recontagens tendo confirmado a vitória de Joe Biden na Geórgia, Trump e aliados mantêm a narrativa de fraude eleitoral.
  • Tulsi Gabbard foi avistada no local, gerando críticas sobre a participação de uma líder de inteligência em um ato político.
  • O episódio ocorre em meio a disputas judiciais entre o conselho eleitoral estadual e Fulton County sobre a transferência de registros de 2020, com o Departamento de Justiça buscando informações eleitorais.

O FBI realizou uma busca no gabinete eleitoral do condado de Fulton, na Geórgia, na tarde de quarta-feira, autorizada por mandado de busca. A ação ocorreu no contexto de investigações sobre o processo de apuração das eleições de 2020 e visa dificultar futuras tentativas de questionar resultados eleitorais. O objetivo, segundo documentos obtidos, foi apreender votos, fitas de tabulação, imagens de cédulas e listas de votantes do pleito.

A operação surge no âmbito de tensões políticas que envolvem o ex-presidente Donald Trump, que contestou o resultado de 2020. A gestão das eleições em Fulton tem sido objeto de ações judiciais pela contabilidade de votos e por tentativas de acessar registros de eleições daquele ano. O condado afirma que a apreensão pode gerar custos elevados para transferir o material solicitado.

Imediatamente após a ação, membros da comunidade indicaram que a operação não visava fraude comprovada, ressaltando que não houve evidência pública de irregularidades sistêmicas. A diretora da eleição do condado, Nadine Williams, citou o tamanho da demanda documental e os custos estimados para atender à ordem judicial.

Mudanças no comando de inteligência e reação política

A presença de Tulsi Gabbard, dirigente da Inteligência Nacional, no local chamou atenção e gerou críticas de senadores. Parlamentares oposicionistas questionaram a participação da dirigente na operação, alegando riscos de influenciar debates domésticos com assuntos de segurança nacional.

Segundo reportagens, Gabbard estaria liderando esforços da administração para investigar alegações de fraude eleitoral em âmbito nacional. Um porta-voz da equipe de Spokespeople afirmou que a diretora reconhece a importância da segurança eleitoral e que atua dentro de suas prerrogativas para proteger a integridade dos sistemas eletrônicos de votação.

Analistas ouvidos pelo jornal destacaram que a busca acontece em meio a uma ofensiva mais ampla da gestão de Trump para obter listas de eleitores de vários estados. Especialistas enfatizam a ausência de base legal clara para algumas ações, mas apontam que as medidas parecem ter o objetivo de minar a confiança pública nos resultados eleitorais.

O conselho eleitoral do condado afirma que a operação não deve colocar em risco o funcionamento das eleições locais. Em dezembro, um juiz superior já havia decidido pela entrega de determinados registros ao conselho estadual, o que gerou custos adicionais para o condado.

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