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Deputado liberal reclama ao diretor da ABC sobre sátira de Tony Armstrong

Líder liberal acusa a ABC de violar o estatuto com o especial de Tony Armstrong; solicita investigação após segmento com crianças em prisão

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Liberal party MP Melissa McIntosh has complained to the ABC about Tony Armstrong’s one-off special Always Was Tonight, which the broadcaster described as ‘creative, insightful and sometimes challenging’. Photograph: Eugene Hyland/The Guardian
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  • A oposição, por meio da cantora de comunicações sombra Melissa McIntosh, enviou uma carta ao diretor-geral da ABC, Hugh Marks, pedindo uma investigação completa sobre Always Was Tonight, exibido em 21 de janeiro, alegando possível violação do estatuto da ABC.
  • A queixa sustenta que a carta museu da emissora tem obrigação de informar e entreter, refletir a diversidade cultural e contribuir para a identidade nacional, além de exigir justificativa editorial para conteúdo que possa causar dano.
  • O foco é o segmento de encerramento, em que crianças cantam a letra de I Shouldn’t Call This Place Home, retratando-as em um complexo prisional; Armstrong fez comentários sobre a idade de responsabilidade criminal e encarceramento de crianças indígenas.
  • McIntosh afirma que as crianças foram orientadas a cenas tão sensíveis, qualificando a prática como grotesca e contrária ao Código de Prática da ABC.
  • Reações: os Greens apoiaram Armstrong; o escrutínio é visto por outros como defesa da comédia; a ABC disse que o programa examinou vivências indígenas via sátira e que houve cuidado com as crianças, com psicólogo indígena presente e registro junto ao NSW Commissioner for Children.

Melissa McIntosh, deputada do Partido Liberal, enviou uma queixa formal ao diretor executivo da ABC, Hugh Marks, sobre o especial de Tony Armstrong, Always Was Tonight. O programa foi ao ar em 21 de janeiro e contém sátira sobre colonialismo e racismo contra povos indígenas.

A parlamentar afirma que o conteúdo pode violar o estatuto da ABC e pediu uma investigação completa. Segundo a carta, a ABC tem o dever de proteger o multiculturalismo, promover coesão social e evitar conteúdos que divданы a nação. McIntosh também ressalta a necessidade de justificar editorialmente conteúdos potencialmente nocivos.

O foco da queixa está no segmento final do programa, em que crianças cantam a música I Shouldn’t Call This Place Home, com a melodia de I Still Call Australia Home. O vídeo mostra jovens em um complexo prisional, com uma criança usando uma toca de contenção.

Ela contesta que as crianças teriam sido orientadas a representar tais cenas, caracterizando a cena como uma violação do Código de Prática da ABC. A deputada acusa ainda a emissora de falhar na proteção de menores envolvidos na produção.

Reações e posições

Os Verdes apoiaram Armstrong, descrevendo o show como uma opção de humor relevante e ousada da ABC. O porta-voz de comunicações verde afirmou que descontruir o racismo por meio do humor é essencial para o debate público.

O jornal The Guardian aponta que a oposição declarou não ter assistido ao programa e que questões indígenas devem ser tratadas com seriedade. A Assessoria da ABC reiterou que Always Was Tonight buscou examinar vidas indígenas por meio de sátira e observação social, destacando que o objetivo foi contribuir para a compreensão compartilhada, não dividir.

A ABC informou que a proteção dos atores infantis foi tratada com seriedade. Segundo a emissora, foram adotadas medidas para manter apoio aos pais e responsáveis, com participação de um psicólogo indígena presente nas filmagens. A produção também foi registrada junto ao NSW Office of the Children’s Guardian.

Fontes associadas ao debate destacam que o humor pode abordar temas sensíveis; a discussão, no entanto, continua entre defesa da liberdade de expressão e responsabilidade editorial. A ABC não comentou detalhes adicionais além do posicionamento público divulgado.

Observação: a natureza do material é reportada com base em informações disponíveis, sem juízo de valor. A notícia reconta fatos divulgados pela ABC, pela parlamentar e por entidades envolvidas, sem opiniar explicitamente sobre o mérito da controvérsia. Fonte: The Guardian.

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