- A investigação do Guardian mostra que as ruas comerciais britânicas viraram indicador da frustração pública e das escolhas políticas.
- Há milhares de estabelecimentos a menos desde 2019, com mais serviços como vape shops e restaurantes substituindo lojas tradicionais e a falta de serviços básicos.
- Newton Aycliffe é citado como exemplo de declínio causado por locadores ausentes e falta de poder das autoridades locais para agir.
- Medidas como o programa Pride in Place e ajustes em taxas de negócios buscam revitalizar centros urbanos e dar mais poder a conselhos locais, mas ainda não estão claras na prática.
- O declínio das high streets tornou-se tema político importante, com consequências para o Labour e para possíveis ganhos de partidos como Reform UK, já que a percepção de melhoria ou queda influencia o voto.
A high street britânica já é vista por muitos como um barômetro de declínio nacional. Em uma investigação do Guardian, fica claro como estruturas fechadas, bancos que sumiram e lojas de serviços comuns aparecem como reflexo da frustração pública e das escolhas políticas.
A apuração percorre cidades do norte a regiões costeiras, mostrando ruas com unidades ocupadas por lojas de menor peso econômico. O texto aponta que, desde 2019, milhares de estabelecimentos fecharam, substituídos por vape shops e restaurantes, além da perda de serviços básicos como sanitários públicos e caixas eletrônicos.
O Guardian também destaca o peso político dessa realidade: o estado das ruas influenciaria a percepção de governança local e o fortalecimento de candidaturas de oposição. O editor da região norte da Inglaterra, Josh Halliday, aponta que eleitores associam o aspecto visual das ruas ao andamento das políticas.
O que a investigação encontrou
A análise revela que a deterioração das praças comerciais é mais visível no norte, no Midlands e em cidades costeiras carentes. Votos de apoio a Reform UK aparecem onde a situação é vista como mais precária, segundo o material consultado pela equipe.
A reportagem cita Newton Aycliffe como exemplo, com proprietários ausentes e aluguel supostamente excessivo. Landlords londinenses são apontados como parte do problema, junto a autoridades locais com recursos limitados. O resultado é uma sensação de paralisação e declínio perceptível pela população.
Desaparecem bancos, feiras e espaços comunitários, enquanto o comércio tradicional perde espaço para formatos digitais. A matéria sustenta que o declínio não se deve apenas ao crescimento do e-commerce, mas também ao colapso de grandes redes que se endividaram na crise financeira de 2007/2008.
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