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Briefing de sexta: como as ruas britânicas revelam declínio nacional

Investigação mostra que as ruas comerciais atuam como termômetro da frustração pública e das escolhas políticas, com lojas fechando e impacto eleitoral acentuado

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
NEWTON AYCLIFFE, 08 December 2025 - Shops on Beveridge Way in Newton Aycliffe, County Durham. Many shop units are abandoned and shuttered and some shopkeepers complain that the London based landlords are charging rents at “London prices”. Christopher Thomond for The Guardian.
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  • A investigação do Guardian mostra que as ruas comerciais britânicas viraram indicador da frustração pública e das escolhas políticas.
  • Há milhares de estabelecimentos a menos desde 2019, com mais serviços como vape shops e restaurantes substituindo lojas tradicionais e a falta de serviços básicos.
  • Newton Aycliffe é citado como exemplo de declínio causado por locadores ausentes e falta de poder das autoridades locais para agir.
  • Medidas como o programa Pride in Place e ajustes em taxas de negócios buscam revitalizar centros urbanos e dar mais poder a conselhos locais, mas ainda não estão claras na prática.
  • O declínio das high streets tornou-se tema político importante, com consequências para o Labour e para possíveis ganhos de partidos como Reform UK, já que a percepção de melhoria ou queda influencia o voto.

A high street britânica já é vista por muitos como um barômetro de declínio nacional. Em uma investigação do Guardian, fica claro como estruturas fechadas, bancos que sumiram e lojas de serviços comuns aparecem como reflexo da frustração pública e das escolhas políticas.

A apuração percorre cidades do norte a regiões costeiras, mostrando ruas com unidades ocupadas por lojas de menor peso econômico. O texto aponta que, desde 2019, milhares de estabelecimentos fecharam, substituídos por vape shops e restaurantes, além da perda de serviços básicos como sanitários públicos e caixas eletrônicos.

O Guardian também destaca o peso político dessa realidade: o estado das ruas influenciaria a percepção de governança local e o fortalecimento de candidaturas de oposição. O editor da região norte da Inglaterra, Josh Halliday, aponta que eleitores associam o aspecto visual das ruas ao andamento das políticas.

O que a investigação encontrou

A análise revela que a deterioração das praças comerciais é mais visível no norte, no Midlands e em cidades costeiras carentes. Votos de apoio a Reform UK aparecem onde a situação é vista como mais precária, segundo o material consultado pela equipe.

A reportagem cita Newton Aycliffe como exemplo, com proprietários ausentes e aluguel supostamente excessivo. Landlords londinenses são apontados como parte do problema, junto a autoridades locais com recursos limitados. O resultado é uma sensação de paralisação e declínio perceptível pela população.

Desaparecem bancos, feiras e espaços comunitários, enquanto o comércio tradicional perde espaço para formatos digitais. A matéria sustenta que o declínio não se deve apenas ao crescimento do e-commerce, mas também ao colapso de grandes redes que se endividaram na crise financeira de 2007/2008.

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