- Bolsonaro, preso na Papudinha, centraliza decisões estratégicas da oposição para 2026.
- Na próxima semana, ele deve receber deputados do Rio de Janeiro e da Paraíba, além de um senador de Goiás.
- Bolsonaro já sinalizou que o filho, Flávio Bolsonaro, será candidato à presidência em 2026.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reiterou intenção de reeleição e apoio a Flávio.
- O Judiciário impôs limites: Alexandre de Moraes negou reunião entre Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sob alegação de ainda serem processados pelo mesmo caso.
O bunker da oposição não é um espaço de partido, mas a Papudinha, onde Jair Bolsonaro está preso. Da prisão, o ex-presidente centraliza decisões sobre 2026, orientando a estratégia da linha de frente da oposição.
A cada semana, o ritmo de bastidores aumenta. Na próxima semana, Bolsonaro deve receber deputados do Rio de Janeiro, da Paraíba e um senador de Goiás para encontros de alinhamento político. Parlamentares de outros estados também buscam autorização para conversar com ele.
Antes da transferência para a Papudinha, Bolsonaro já encaminhou a escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa presidencial de 2026. A decisão foi tomada ainda na Superintendência da Polícia Federal no DF.
Quinta-feira (29), a agenda nacional esteve em pauta durante reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele reiterou a candidatura à reeleição e manifestou apoio à inclusão de Flávio na chapa.
Limites jurídicos
O encontro de Bolsonaro com aliados para definir alianças no Senado foi barrado pelo Judiciário. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou articular a reunião, mas Alexandre de Moraes negou, alegando que ambos respondem ao mesmo processo por tentativa de golpe.
Historicamente, episódios semelhantes já ocorreram. Em 2018, Lula utilizou a prisão para consolidar nomes para 2018, indicando Haddad como substituto por meio de reuniões com aliados. A atuação da prisão, nesse caso, teve impacto direto na formatação da chapa.
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