- Laura Fernández, 39 anos, lidera as pesquisas para as eleições costa-riquenhas, em meio a violência e tráfico de drogas que abalam a imagem do país como destino tranquilo.
- Fernández, ligada ao atual presidente Rodrigo Chaves, busca 40 cadeiras na Assembleia de 57 para ampliar seu mandato e promover reformas no Judiciário e na Constituição.
- A campanha enfatiza o endurecimento de penas e políticas de segurança, mirando continuidade do governo e críticas à gestão anterior.
- Caso não obtenha maioria, há chances de segundo turno contra concorrentes como Álvaro Ramos e Claudia Dobles.
- O tema da eleição é visto como referendo ao modelo de segurança de Chaves, que permanece popular apesar de várias investigações de corrupção envolvendo o governo.
Costa Rica vai às urnas neste domingo com uma tendência de disputa marcada. Pesquisas indicam que uma candidata de direita populista é a favorita, em meio a violência e aumento do tráfico de drogas. A votação ocorre em um momento de incômodo com a segurança pública.
Laura Fernández, 39 anos, cientista política e ex-chefe de gabinete, lidera as projeções. A candidata representa a continuidade das políticas do atual governo, sob a liderança de Rodrigo Chaves, o ex-economista do Banco Mundial com várias investigações de corrupção em andamento.
A campanha de Fernández aposta em ampliar a maioria no Parlamento. Ela busca 40 das 57 cadeiras para abrir espaço para reformas no Judiciário e na constituição, incluindo reeleições consecutivas. O prazo atual permite apenas mandatos de quatro anos.
A presidente em exercício, que não pode concorrer, é alvo de críticas de adversários, mas segue com apoio popular expressivo. Fernández promete endurecer penas, reformar a previdência estatal e intensificar o combate à criminalidade.
Se Fernández não obtiver maioria absoluta, as atenções se voltam a um segundo turno. Nome indicado entre os prováveis é Álvaro Ramos, do Partido Libertación Nacional, ou Claudia Dobles, arquiteta e ex-primeira-dama, que busca reativar o Partido Ação Cidadã.
Imagem do país e o impacto do tráfico
Costa Rica, tradicionalmente vista como refúgio de paz, enfrenta recordes de violência e maior atuação de traficantes de cocaína, segundo autoridades dos EUA. O Tesouro americano sancionou redes locais envolvidas no tráfico para os EUA.
Analistas destacam invasão de instituições por atividades criminais, fenômeno que contribui para o reconhecimento internacional de mudanças no cenário de segurança. Especialistas lembram que o país não tem forças armadas.
Para alguns observadores, o crescimento de líderes de linha dura se liga a insatisfação com a criminalidade. A popularidade de Chaves, porém, tem mostrado resistência a esse fenômeno, segundo fontes consultadas.
Dinâmica eleitoral e cenário
Um terço dos eleitores permanece indeciso, aponta pesquisa de janeiro. O índice de entusiasmo é baixo entre parte dos entrevistados, o que alimenta incertezas sobre o pleito. A eleição segue com várias candidaturas oposicionistas.
Avaliadores ressaltam que o debate gira em torno de políticas de segurança, reformas constitucionais e controle de crimes. A disputa envolve estratégias de alianças e possíveis mudanças no universo institucional.
Da cobertura de Reuters, com edição para o público lusófono, as informações descrevem o momento atual, sem projeções finais nem opinião pessoal.
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