- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que vai buscar atrair o governador Romeu Zema para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro à presidência.
- Zema disse estar aberto a negociações, mesmo se apresentando como pré-candidato ao cargo.
- A ideia ganhou força após o PL perder a possibilidade de apoio do PSD, que filiou Ronaldo Caiado, e a legenda vai decidir entre Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite em abril.
- Bolsonaro já afirmou que Flávio é seu candidato ao Planalto, enquanto o ex-ministro Tarcísio de Freitas é visto como opção para manter apoio no estado.
- A direção do PL entende que a fragmentação do campo da direita pode dispersar votos, mas também pode levar a eleição a um segundo turno, com a direita buscando união depois.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou nesta quinta-feira que trabalhará para atrair o governador Romeu Zema para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência nas Eleições de outubro. Zema, que disputa pré-candidatura ao Palácio do Planalto, disse estar aberto a negociações.
A iniciativa ocorre após o PL perder a possibilidade de apoio do PSD, que filiou Ronaldo Caiado e anunciou ter um nome próprio para concorrer contra Lula. A legenda planeja definir entre Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite em abril.
Costa Neto disse que Zema seria um ótimo vice e que a estratégia é manter a aliança unida no primeiro turno para aumentar as chances de vitória. Bolsonaro também reforçou, a Tarcísio de Freitas, que Flávio é seu candidato e que o ex-ministro deve buscar a reeleição em SP.
Reconfiguração do cenário da direita
A intenção do PL de atrair Zema busca consolidar o eleitorado de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. O movimento também é visto como tentativa de reduzir fragilidades de alianças conservadoras em candidatura única.
A confirmação do PSD de lançar candidato próprio aumenta o risco de dispersão entre partidos do campo conservador. A expectativa é que, na hipótese de segundo turno, haja maior chance de união em torno de Flávio Bolsonaro contra Lula.
O diagnóstico de Valdemar Costa Neto é de que essa fragmentação inicial pode favorecer o desempenho do bloco da direita, levando a disputa para uma eventual segunda etapa com maior coesão entre aliados.
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