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Ministro afirma que ataque de Farage a barbearias turcas é racismo camuflado

Ministra diz que ataque de Farage a barbearias turcas é racismo dissimulado, sem plano viável para revitalizar as high streets

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Miatta Fahnbulleh said Reform ‘blames people of difference rather than deal with the fundamentals’. Photograph: Jeff Moore/PA
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  • Miatta Fahnbulleh, ministra de descentralização, fé e comunidades, chamou o ataque de Nigel Farage contra barbeiros turcos de racismo disfarçado, sem um plano confiável para as high streets.
  • Ela disse que Reform UK usa uma “política de queixa” para capitalizar o declínio de centros urbanos, desviando-se de soluções reais.
  • Questionada sobre conotação racial, a ministra afirmou que os problemas são o declínio a longo prazo e a negligência, não a pele das pessoas que atuam nas ruas.
  • A Reform tem como bandeira uma “emergência nacional da high street” e o fechamento de lojas ilícitas; pesquisas indicam maior apoio em cidades com mais fechamentos de lojas.
  • O Labour lançou a estratégia Pride in Place, de 5 bilhões de libras, com projetos de regeneração e mecanismos para barrar dezenas de lojas de jogo, além de direitos de compra comunitária.

Nigel Farage, líder do Reform UK, chamou a atenção para barbearias turcas como parte de uma campanha nacional sobre queda de comércio nas ruas, sem apresentar um plano viável para reverter o quadro. A declaração foi alvo de críticas de um ministro do governo.

Miatta Fahnbulleh, ministra responsável por descentralização, fé e comunidades, disse que a abordagem de Farage usa uma retórica de grievance sem oferecer soluções concretas. Ela afirmou que a queda nas ruas não se deve à origem dos empresários, mas a um declínio histórico e negligência.

A ministra reforçou que o foco deveria ser a revitalização de áreas centrais, apontando que reformas devem vir com planos consistentes para comércio, investimento e serviços públicos. A declaração ocorre em meio a promessas de emergências nacionais para as vias comerciais.

O Reform UK tem colocado o tema como prioridade, prometendo ações como o reconhecimento de uma emergência nacional para as high streets e o fechamento de estabelecimentos ilícitos. Farage tem buscado capitalizar o declínio de centros urbanos nas eleições locais de maio.

Dados da Local Data Company indicam que o número de barbearias aumentou nos últimos dez anos, chegando a 3,1 por 10 mil habitantes, mesmo com fechamento de outros tipos de loja. A cifra sustenta o debate sobre o perfil das ruas comerciais no país.

Fahnbulleh também comentou sobre a percepção de frustração de eleitores com décadas de promessas não cumpridas, destacando a necessidade de reformas reais e de uma governança estável. Ela citou episódios recentes de liderança local considerada caótica pelo Reform.

No eixo político, o Labour divulgou uma estratégia de 5 bilhões de libras para revigorar as áreas urbanas, incluindo direito de compra comunitário de imóveis e licenças para restringir a abertura de casas de jogos. A medida visa estimular regeneração por meio de participação local.

Fontes oficiais apontam que o governo tem intensificado ações de combate ao crime de rua e comércio ilícito, com operações que incluem fiscalizações em lavagens de carros, salões de unhas e barbearias. As autoridades defendem foco em segurança pública.

Analistas do setor varejista apontam pressões adicionais sobre as ruas, citando impactos de mudanças tributárias e aumento do salário mínimo. Em resposta, Fahnbulleh afirmou que ajustes fiscais podem acompanhar investimentos em serviços públicos.

Não houve contato imediato com o Reform UK para comentário sobre as declarações de Fahnbulleh ou sobre as promessas de Farage. As informações são parte de um debate em curso sobre o papel das ruas comerciais na economia local.

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