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Estratégia de Defesa Nacional de Trump tenta ignorar a mudança climática

NDS de Trump ignora mudança climática e questões energéticas, sinalizando foco restrito e impactos em aliados e operações no Indo-Pacífico

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A Pacific Ocean wave crashes against a jetty as waves roll toward the shore in Ventura, California, on Dec. 30, 2023.
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  • O Departamento de Defesa dos EUA divulgou na sexta-feira o National Defense Strategy (NDS) de 2026, com foco em dissuasão da China no Indo-Pacífico e maior compartilhamento de encargos entre aliados, mas sem ampliar a visão estratégica anterior.
  • O documento é criticado por sustentar frases vagas e elogios ao presidente Donald Trump, além de afirmar, sem evidência, que o mundo estaria na beira de uma guerra mundial há um ano.
  • O NDS de 2026 ignora, de forma contundente, o principal fator de segurança global atual: as mudanças climáticas, além de não abordar a logística energética necessária para projetar poder militar, especialmente no Indo-Pacífico.
  • O texto também não menciona a assistência em defesa civil nem o papel das autoridades militares em desastres, tema que vinha sendo utilizado para justificar maior cooperação com aliados e parceiros.
  • Críticos destacam que a ausência de clima e energia pode fragilizar alianças, aumentar vulnerabilidades em bases no Pacífico e criar dependência de parceiros, mantendo a estratégia centrada em confrontar a China sem enfrentar ameaças climáticas reais.

O Departamento de Defesa dos EUA lançou na sexta-feira a nova National Defense Strategy (NDS). O documento, elaborado durante a gestão de Donald Trump, chegou à imprensa com pouca divulgação, mas provoca leitura crítica sobre a segurança nacional. A NDS aponta prioridades como dissuasão da China no Indo-Pacífico e maior compartilhamento de encargos entre aliados, sem mencionar mudanças climáticas ou energia como setores estratégicos.

Autoria é atribuída a especialistas que já atuaram no setor público. Eles destacam que o texto utiliza linguagem ambígua e chega a subestimar ameaças reais, como migrações motivadas por fatores climáticos e impactos de eventos climáticos extremos sobre bases militares.

Contexto e mudanças na abordagem

Segundo os signatários, o NDS de 2026 difere de sua antecessora de 2022 ao não classificar a China como ameaça central, apesar de manter o foco de dissuasão no Indo-Pacífico. A ausência de menção a mudanças climáticas gera críticas sobre a avaliação de riscos estratégicos.

Klimat e energia ausentes no documento

Os autores destacam a ausência de clima e energia na NDS 2026. O relatório anterior reconhecia que desastres naturais e energia afetam operações militares e a resiliência de aliados. A nova versão não aborda logística energética nem minerais necessários para defesa.

Implicações para aliados e capacidade industrial

A NDS enfatiza que parceiros contribuam mais para a defesa. Contudo, observadores veem contradição na postura do governo frente a políticas de energia e baterias, que impactam cadeias de suprimento e autonomia estratégica. A crítica aponta risco de dependência econômica para a defesa.

Arctic e alianças internacionais

O texto não menciona explicitamente o papel de Groenlândia, Canadá e outras nações árticas. Analistas ressaltam que o recuo de políticas climáticas pode reduzir o engajamento de aliados, prejudicando a cooperação em regiões de alto interesse estratégico.

Desdobramentos e contexto político

A publicação ocorre em meio a tensões diplomáticas e mudanças na política externa dos Estados Unidos. Observadores indicam que a estratégia pode influenciar alianças, capacidades militares e o debate público sobre prioridades nacionais.

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