Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Análise aponta necropolítica como eixo de políticas públicas

Favelas tratadas como exceção revelam necropolítica: violência estatal e de facções moldam governança pela morte, negando direitos

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Aqui, o Estado decide quem pode viver e quem deve morrer – Imagem: Mauro Pimentel/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • A lógica da necropolítica mostra favelas e periferias como espaços de exceção, onde o Estado governa pela força e pela ameaça de morte, afetando direitos básicos como educação e serviços.
  • Além da presença policial, facções criminosas e milícias definem ordens paralelas, usando o medo para regular circulação, punição e cobrança de renda.
  • Moradores aparecem como cidadãos no papel, mas despossuídos de direitos na prática, vivendo em constante incerteza ao sair de casa, trabalhar ou estudar.
  • Experiências históricas, como Medellín, Gaza e apartheids, indicam que regimes de ocupação ou segregação não são inevitáveis e que políticas públicas podem mudar esse panorama.
  • A lição para o Rio de Janeiro é romper o ciclo da exceção, substituindo a soberania da ameaça por políticas de direitos, cidadania universal e presença estatal que valorize a vida.

O texto analisa como a necropolítica molda a vida nas favelas e periferias do Rio de Janeiro, sob o prisma de Achille Mbembe. Segundo o conceito, a soberania envolve decidir quem pode viver ou morrer. A análise parte da ideia de que a violência não é apenas falha do Estado, mas forma de governo em territórios marcados pela exceção.

O artigo descreve três atores: o Estado e suas operações policial-militarizadas; as facções do tráfico que exercem ordem paralela; e as milícias que privatizam a soberania. A vida cotidiana é regida pelo medo, pela circulação controlada e pela supressão de direitos básicos. A morte funciona como disciplina.

No centro estão os moradores, cidadãos de direito, mas desprovidos de proteção prática. O cotidiano depende de decisões de forças externas ao seu controle, transformando a vida em sobrevivência. Mbembe é apresentado como marco para entender esse regime de vida exposta.

Contexto histórico e comparação

A análise coloca a favela como território de exceção permanente, comparando com Gaza e com o Apartheid sul-africano. Em todos os casos, a vida vale menos e a exceção vira regra. A leitura destaca que a presença do Estado não é ausente, mas prioriza a coerção para governar.

A partir de Medellín, no início dos anos 2000, o texto aponta mudança de foco: investir em mobilidade, educação e cultura para reduzir a letalidade. A polícia continua, mas não é mais único rosto do Estado; políticas sociais passam a reconfigurar o território.

Lições para o Rio

A matéria sustenta que romper a necropolítica exige trocar a soberania da ameaça por direitos. Segurança pública depende de cidadania efetiva, políticas universais e presença estatal orientada à vida. A conclusão sugere que o caminho é a construção de condições para direitos plenos, não apenas ações repressivas.

Perspectivas internacionais e nacionais

Processos de redemocratização mostram que reduzir violência institucional envolve controle civil das polícias e ampliação de políticas públicas. O texto ressalta que a cidadania seletiva precisa ser rejeitada para transformar territórios marcados pela exceção em espaços de convivência.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais