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Senador americano cita Lula e Bolsonaro ao questionar Rubio sobre Maduro

Senador Rand Paul cita Lula e Bolsonaro ao questionar Rubio sobre a captura de Maduro, ressaltando divergências entre Executivo e Congresso dos EUA

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, em audiência no Senado sobre as ações do governo Donald Trump em relação à Venezuela (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)
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  • O senador Rand Paul citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro ao questionar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a operação que capturou Nicolás Maduro no dia três.
  • A audiência no Senado discute ações dos EUA na Venezuela, com Rubio defendendo as ações da administração Trump e enfatizando que houve uma operação pontual, não declarando guerra.
  • Paul criticou a ação, afirmando que ela viola a Constituição ao bombardear uma capital, bloquear o país e destituir autoridades eleitas.
  • Rubio ressaltou que Maduro responde na Justiça federal dos EUA por narcoterrorismo e outros crimes, lembrando que ele não era um líder eleito legitimamente.
  • Paul continuou a comparação, citando declarações de Lula, Bolsonaro e outras figuras, argumentando que, se a premissa é removê-los, isso pode abrir caminho para o caos, ao que Rubio não respondeu diretamente.

O senador Rand Paul, dos Estados Unidos, citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro ao questionar o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, líder da Venezuela, pelas forças americanas no último dia 3. A afirmação foi feita durante audiência no Senado norte-americano, em que Rubio apresentou defesa das ações do governo de Donald Trump na Venezuela.

Paul participou da sessão ao lado de colegas democratas e destacou a necessidade de autorização do Congresso para ações de guerra, ao sustentar que a gestão Trump tratou a ação como pontual e não como o início de um conflito. O republicano argumentou que houve violação de princípios constitucionais ao bombardear uma capital, bloquear o país e destituir autoridades eleitas, sem que o Congresso tenha sido consultado.

Rubio rebateu, lembrando que Maduro enfrenta diversas acusações na Justiça federal dos EUA, entre elas narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de armamentos e dispositivos explosivos, e afirmou que o ex-ditador fraudou a eleição presidencial de 2024 para permanecer no poder. A defesa de Rubio enfatizou que não houve remoção de autoridade eleita, apenas a retirada de um líder indiciado.

Durante a série de perguntas, Paul afirmou que Maduro foi indiciado sob as leis dos Estados Unidos e, ao citar Lula e Bolsonaro, provocou o debate sobre legitimidade de mandatos no Brasil. O senador argumentou que, se a premissa é questionável, a cooperação internacional deve seguir regras constitucionais para evitar consequências como o caos político.

Rubio não respondeu diretamente à observação inicial de Paul, e a audiência seguiu com questionamentos de outros senadores sobre a estratégia venezuelana e a legalidade das ações. O tema permanece em debate, com críticas sobre procedimentos e impactos diplomáticos envolvidos na operação.

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