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Queda de alto general chinês aumenta incerteza dos EUA sobre o Exército Chinês

Queda do general Zhang Youxia deixa os EUA sem principal interlocutor de alto escalão no Comando Central de Xi, alimentando incerteza sobre a liderança militar chinesa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Chinese Central Military Commission (CMC) Vice Chairman Zhang Youxia arrives for a group photo session before the opening ceremony of the Western Pacific Naval Symposium in Qingdao, Shandong province, China April 22, 2024. REUTERS/Florence Lo//File Photo
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  • Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC) e segundo em comando sob o presidente Xi Jinping, está sob investigação, marcando uma purga de alto nível nas lideranças militares chinesas.
  • A queda dele removeu um contato importante para Washington com o topo do Exército de Libertação do Povo (ELP), em um momento de tensões e de esforços para evitar incidentes entre as duas maiores forças militares do mundo.
  • Diplomatas e ex-funcionários dos EUA disseram que a saída de Zhang surpreendeu e deixou o Exército chinês com menos comandantes experientes e estáveis.
  • O regime já vinha aumentando a centralização do poder e enfrenta uma modernização militar, com Xi cercado por poucos oficiais de carreira no topo da CMC.
  • Instituições americanas destacam a importância de manter canais de comunicação com a China, mesmo diante de mudanças na liderança, para evitar mal-entendidos estratégicos.

O general Zhang Youxia, segundo na linha de comando da Comissão Militar Central (CMC) da China, está sob investigação. A queda dele representa a mais recente e mais alta purga da liderança militar sob Xi Jinping. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa chinês neste fim de semana.

Para Washington, a perda de Zhang remove uma figura respeitada na relação entre China e Estados Unidos, em um momento de tentativas de manter contatos com altos oficiais do Exército chinês. Ex-funcionários americanos lamentaram o choque pela saída súbita do general.

Zhang é um dos poucos oficiais com experiência em combate desde a invasão da Indochina em 1979 e, segundo analistas, atuava como conselheiro próximo de Xi. Na prática, ele comandava uma figura de peso, já que o posto de ministro da Defesa está atrás dele na hierarquia, e hoje o comissário político Zhang Shengmin ocupa o cargo de commander.

A notícia surge em meio a um endurecimento da campanha anticorrupção de Xi nas Forças Armadas, com remodelação da liderança e substituições que afetam o aparato militar. A transparência sobre a motivação exata da investigação não foi detalhada pelo governo chinês.

Alguns especialistas destacam que Zhang mantinha canais com os EUA para evitar mal-entendidos entre as duas maiores potências militares, ainda que tais contatos ocorram com intercalações esporádicas. A comunicação entre as partes sempre esteve sujeita a flutuações políticas.

A percepção de Zhang pelos EUA era de que ele poderia oferecer avaliações objetivas sobre capacidades, limitações e custos humanos de conflitos, ao contrário de conselheiros que pudessem favorecer leituras favoráveis ao líder. A ausência dele eleva o desafio de manter um canal direto.

Analistas ressaltam que o comando chinês hoje conta com apenas um general e com um comissário político em posição de destaque, o que aumenta a importância de outras linhas de comunicação entre Washington e Pequim para evitar choques ou erros de cálculo.

Executivos do governo norte-americano não comentaram sobre “rumores de intriga palaciana” na China. O Pentágono não respondeu a pedidos de entrevista, e a Embaixada da China em Washington também não comentou a situação.

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