- Ronaldo Caiado se filiou ao PSD, juntando-se aos governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior, ampliando o trio de presidenciáveis potenciais do partido.
- Os três manifestaram visão de uma opção de centro-direita, sem apoio a Tarcísio de Freitas, e defenderam dialogar internamente para definir o candidato, sem prévias formais.
- A decisão oficial deverá sair em abril, segundo os governadores, e não há previsão de realização de prévias; quem ficar à frente receberá o apoio dos demais.
- O PSD pretende se posicionar como alternativa ao bolsonarismo e buscar o cenário pós-bolsonarismo, mantendo parceria entre os três nomes caso alguém seja eleito.
- No campo político, os governadores defenderam manter o foco na construção de alianças que fortaleçam uma candidatura de centro-direita frente a Lula e ao possível candidato de Flávio Bolsonaro.
O PSD ganhou novos nomes de peso para disputar a presidência em 2026. Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior, todos governadores, firmaram aliança após Caiado se filiar ao partido de Gilberto Kassab. O trio concedeu entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, na quarta-feira (28).
A chegada de Caiado ao PSD redefine o tabuleiro político, ampliando o leque de potenciais candidatos do partido. Além de Leite e Ratinho, a sigla passa a atuar como alternativa de centro-direita sem o uso direto de Bolsonaro, mirando um caminho pós-bolsonarismo.
Definição do Candidato
Segundo Leite, não haverá prévias formais; a escolha será definida por diálogo interno entre os dirigentes. Ratinho Jr. disse que o acordo deve ser selado em abril, com foco na desincompatibilização até 4 de abril.
A ideia é manter a unidade entre os governadores, assegurando apoio mútuo aos nomes escolhidos para a campanha. Os governadores destacaram que quem não for indicado participará da mobilização do eventual candidato do PSD.
Cenário político atual
Leite observa que Tarcísio de Freitas poderá buscar a reeleição em São Paulo, abrindo espaço para candidaturas do PSD no plano nacional. Ratinho Jr. ressalta a influência do governador paulista como cabo eleitoral.
O trio afirma que busca apresentar o PSD como alternativa viável no campo da centro-direita, defendendo um projeto democrático, liberal e respeitoso às diferenças regionais. A estratégia envolve maiar o campo oposicionista ao governo Lula.
Alianças e eventual segundo turno
Caiado afirmou que ter múltiplos candidatos da oposição no primeiro turno é uma estratégia mais inteligente para enfrentar Lula. Ele sinalizou que o PSD pode apoiar aliados de outras siglas no pleito.
Ratinho Jr. comentou, ainda, sobre possíveis alianças no segundo turno, considerando natural apoiar um candidato do campo da centro-direita caso avance. O objetivo é construir convergência entre forças moderadas.
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