- Propostas de planejamento para a Inglaterra não mencionam a segurança de mulheres e meninas, segundo críticos.
- Especialistas dizem que os documentos podem “inserir risco e desigualdade” ao não incorporar recomendações de segurança pós morte de Sarah Everard.
- Estratégia de violência contra mulheres e meninas (VAWG) e parte II do inquérito Angiolini destacam a necessidade de considerar a segurança feminina no desenho de espaços públicos.
- O texto em consultation do National Planning Policy Framework (NPPF) não faz referências a mulheres, meninas, segurança de gênero ou violência contra elas.
- Parlamentares e planeadores afirmam que, sem orientação explícita no NPPF, conselhos podem deixar de considerar a segurança de mulheres e meninas, devido a financiamento e mandatoriedade insuficientes.
O governo de Inglaterra publicou propostas de reformulação do sistema de planejamento que não mencionam a segurança de mulheres e meninas, segundo especialistas ouvidos pelo Guardian. As propostas são controversas por não incorporar recomendações oficiais pós Sarah Everard.
Os críticos dizem que o rascunho do National Planning Policy Framework, divulgado dois dias antes de uma estratégia governamental sobre violência contra mulheres e meninas, pode ampliar riscos e desigualdades. A estratégia defende que o desenho urbano proteja mulheres.
Lideranças parlamentares e urbanistas apontam que a NPPF não faz referências a mulheres, gênero ou violência no ambiente construído. Em carta aos ministros Pennycook e Phillips, advocate enfatizam o papel da política de planejamento na prevenção de danos.
Segundo Susannah Walker, consultora de planejamento com perspectiva de gênero, a omissão ignora recomendações da estratégia VAWG e do relatório Angiolini parte 2, criado após o assassinato de Sarah Everard. A gravidade da lacuna é ressaltada por Sabine e Amos.
A MHCLG informou que a NPPF é um documento de planejamento e que a estratégia VAWG trata de proteção de mulheres e meninas contra violência. O ministério não respondeu de forma formal até o momento.
Sabine descreveu a resposta como inadequada e pediu que Phillips busque o alinhamento entre pastas. Walker afirma que sem obrigatoriedade na NPPF, cidades tendem a deixar de lado a segurança de mulheres e meninas.
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