- Três partidos — D66, Democratas Cristãos e VVD — fecharam acordo para um governo de minoria na Câmara baixa, com sessenta e seis cadeiras em cento e cinquenta.
- Rob Jetten, de trinta e oito anos, deve tornar-se o primeiro-ministro mais jovem do país, anunciando o acordo na terça-feira.
- O programa prevê “investimento enorme” em defesa e no país, com foco em segurança internacional, segurança interna, moradias acessíveis, controle da migração e investimentos na nova economia.
- O governo deve ser empossado até meados de fevereiro, mas precisará do apoio de partidos de oposição para aprovar leis; o Senado pode bloquear propostas.
- A coalizão ocorreu após a vitória surpresa da D66 nas eleições de outubro; o PVV perdeu cadeiras após um racha, enquanto GroenLinks/PvdA sinalizou abertura para negociar em bases pontuais.
O Partido Democrata Liberal Progressista (D66) fechou um acordo de coalizão com o Christian Democrats e o VVD, formando um governo de minoria na Holanda. O anúncio ocorreu na noite de terça-feira, em meio a uma legislatura fragmentada após as eleições de outubro. O acordo envolve 66 cadeiras na Câmara Baixa de 150 membros.
Rob Jetten, líder do D66 e provável novo primeiro-ministro, destacou que o trio pretende governar com responsabilidade e buscar apoio de outros partidos. A estratégia prevê investimentos em defesa e no desenvolvimento econômico interno, com finanças cuidadosas para evitar endividamento geracional.
A vitória relâmpago do D66 nas urnas manteve a legenda na liderança, empatada com o PVV em 26 cadeiras, que perdeu parte de seus membros após descontentamentos internos. O governo de coalizão não tem maioria no parlamento nem no Senado, o que impõe negociação constante.
Composição da coalizão
A aliança 3 em 1 ocorreu após rejeições a incluir GroenLinks/PvdA e JA21, citadas como opções radicais. A GroenLinks/PvdA sinalizou abertura para acordos pontuais, visando oposição responsável em temas como meio ambiente e habitação.
Desdobramentos no parlamento
Espera-se que o gabinete seja empossado até meados de fevereiro. A necessidade de aprovação de leis exigirá apoio de partidos de oposição, dado o equilíbrio frágil na Câmara e a falta de maioria no Senado. A nova configuração amplia o papel das negociações entre forças políticas.
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