- A Câmara de Israel deve votar pela primeira vez o orçamento de estado de 2026 nesta quarta-feira, em teste ao governo de Binyamin Netanyahu diante de fissuras na coalizão.
- O orçamento, junto com o plano econômico, enfrenta dificuldade de aprovação e precisa passar até o fim de março ou ocorrerá eleição antecipada.
- A coalizão está dividida sobre a guerra em Gaza, o cessar-fogo e a exigência de isentar estudantes de seminário do serviço militar; o partido ultraortodoxo United Torah Judaism ainda não decidiu apoio ao orçamento.
- O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse que não vincularia a votação do orçamento ao projeto de lei de conscrição; demais parceiros da coalizão consideram que os jovens ultraortodoxos devem compartilhar o peso do serviço.
- O orçamento prevê gastos de 662 bilhões de shekels, com teto de déficit de 3,9% do PIB; o Banco de Israel alerta que o déficit não pode aumentar.
Israel: votação inicial do orçamento de 2026 ocorre em meio a fissuras na coalizão
A Knesset pautou a votação inicial do projeto de orçamento estadual de 2026 nesta quarta-feira, em Jerusalém. A consulta ocorre enquanto o governo de Benjamin Netanyahu enfrenta deserções internas e tensões políticas.
O orçamento, acompanhado de plano econômico, enfrenta resistência para aprovação; a lei exige aprovação até o fim de março, sob risco de convocação de eleições antecipadas.
Contexto e temas centrais
As divergências na coalizão giram em torno de um projeto de serviço militar obrigatório para estudantes de seminários ultraortodoxos. Partidos haredi condicionam o apoio ao orçamento à aprovação da proposta.
Netanyahu afirmou pressa pela aprovação do orçamento, mas teme eleições em outubro de 2026. Em coletiva, ele disse que evitar a convocação é o melhor caminho, destacando a necessidade de estabilidade.
Implicações políticas e orçamento
Caso aprovado, o gasto do Estado fica em 662 bilhões de shekels, excluindo serviço da dívida. O teto de déficit é de 3,9% do PIB, conforme metas da autoridade econômica, embora o Banco de Israel veja a marca como elevada.
O déficit de 2025 ficou em 4,7% do PIB, com custos de defesa elevados pela guerra em Gaza. O Comitê de Finanças da Knesset recebeu o governador do banco, Amir Yaron, que reiterou a necessidade de controle do déficit.
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