- O presidente Lula não pediu para a base barrar a eventual convocação de seu filho, Lulinha, na CPMI do INSS, segundo a ministra Gleisi Hoffmann.
- A Polícia Federal investiga citações a Lulinha no inquérito sobre desvios no INSS e apura se ele atuou como sócio oculto do empresário Careca do INSS, por meio da empresária Roberta Luchsinger.
- Gleisi disse que convocações privadas são complicadas e que a CPMI deve focar nos descontos associativos e nos consignados relacionados ao tema.
- A defesa de Lulinha nega envolvimento e classifica as citações como ilações.
- No Planalto, há preocupação de que a convocação possa afetar a imagem de Lula em ano eleitoral, enquanto o governo busca reforçar a independência da Polícia Federal.
O presidente Lula não pediu para a articulação e a base de governo barrarem a convocação de seu filho pela CPMI do INSS, segundo a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institionais). Ela afirmou, em café da manhã com jornalistas, que o focusado deve ser apurado sem intervenções políticas.
De acordo com Gleisi, o presidente não fez recomendações para impedir a convocação. Ela completou que a CPMI deve convocar pessoas ligadas aos descontos associativos, mantendo o foco da apuração.
A Polícia Federal investiga citações relacionadas a Lulinha no âmbito de desvios no INSS. A apuração procura entender se ele atuou como “sócio oculto” de um empresário associado, por meio de uma empresária em comum, Roberta Luchsinger.
Gleisi recebeu repórteres e reiterou que convocações privadas costumam ser complexas. Ela explicou que o objetivo da CPMI é investigar os descontos e os consignados, com pessoas diretamente envolvidas nesses temas.
A defesa de Lulinha contesta qualquer envolvimento dele e descreve as menções como ilações. O advogado do investigado afirmou que as acusações visam apenas desgastar o governo.
O assunto já havia sido citado por Lula antes de a PF abrir oficialmente as investigações. Em dezembro, ele mencionou indiretamente um possível envolvimento de um filho, sem citar nomes, dizendo que todos os eventuais envolvidos seriam investigados.
A fala presidencial anterior também foi citada em declarações de Natal, quando Lula afirmou que não haveria blindagem e que a PF poderia atuar sem interferência. A mensagem buscou reforçar a independência institucional na ocasião.
Para auxiliares do Planalto, o maior fator é o impacto político. Uma eventual convocação de Lulinha poderia prejudicar a imagem de Lula em ano eleitoral, mesmo que não sejam apresentadas provas contundentes.
O governo busca, assim, reforçar a autonomia da Polícia Federal. A avaliação é de que tratar o tema publicamente demonstra disposição de enfrentar a pauta, sem confirmar até onde as investigações podem chegar.
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