- Após o recesso, surgiram propostas para três CPIs: uma no Senado, outra na Câmara e uma terceira mista, com resistência explícita aos objetivos.
- Autores das CPIs são o senador Eduardo Girão, o deputado Rodrigo Rollemberg e o deputado Carlos Jordy, que apontam irregularidades ligadas ao Banco Master e à influência de Daniel Vorcaro.
- Flávio Bolsonaro está hesitante em apoiar as propostas bolsonaristas para não enfrentar oligarcas aliados a Vorcaro; Planalto teme expor encontros e contratos envolvendo o caso.
- A instalação das CPIs depende de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, mas há possibilidade de o Senado recorrer ao Supremo para assegurar o direito à investigação, envolvendo também ministros do STF em possíveis disputas.
- Enquanto isso, a apuração da Polícia Federal segue, com Vorcaro afirmando ter muitos amigos nos três poderes, sem citar nomes.
O caso do Banco Master volta às manchetes do Congresso com o registro de assinaturas para a instalação de comissões de inquérito. As propostas foram coletadas durante o recesso parlamentar e visam investigar as ligações do grupo envolvido com Vorcaro, dono do Master, em diferentes poderes da República.
Foram anunciadas três defesas de CPI: uma no Senado, proposta pelo senador Eduardo Girão; outra na Câmara, requisitada pelo deputado Rodrigo Rollemberg; e uma terceira, mista, apresentada pelo deputado Carlos Jordy. Os autores admitem resistência significativa à abertura de investigações.
Propostas de CPIs
A atuação de Flávio Bolsonaro no sentido de atrair o centrão para o apoio ao projeto presidencial é apontada como fator relevante para o debate. Há receio de desagradar oligarcas aliados a Vorcaro, como Ciro Nogueira e Antônio Rueda, e de abrir espaço para críticas sobre contatos fora da agenda oficial ou contratos vinculados ao escritório da família Lewandowski.
A viabilidade de instalação das CPIs depende de aval de Hugo Motta, presidente da Câmara, e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Caso haja resistência formal, os proponentes podem recorrer ao Supremo para assegurar o direito constitucional de investigação legislativa. A disputa envolve ainda questionamentos sobre eventuais vínculos de familiares de autoridades com o caso.
Contexto de apuração
Paralelamente, a investigação conduzida pela Polícia Federal continua a avançar. Em depoimento à PF, Daniel Vorcaro afirmou possuir muitos amigos nos três poderes, sem mencionar nomes. O depoimento reforça a percepção de uma rede de contatos que, segundo apuração, é usada para influenciar agendas e decisões, embora não haja confirmação pública de todos os vínculos mencionados.
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