- Os EUA informaram ao Conselho de Segurança da ONU que a desmilitarização de Gaza incluirá desativação de armas por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente.
- O objetivo é que oficiais internacionais monitorem o processo e integrem as armas de forma permanente, com supervisão de receptores independentes.
- A desmilitarização está vinculada a novas retiradas israelenses de Gaza, condicionadas ao Hamas abrir mão de suas armas.
- O Hamas afirma não ter recebido ainda uma proposta detalhada ou concreta de desarmamento, segundo fontes da Reuters.
- O Conselho de Paz dos EUA, junto com outros vinte e seis países, mantém presença de força internacional de estabilização para Gaza, sob coordenação de um plano de paz do governo Trump.
O governo dos Estados Unidos informou ao Conselho de Segurança da ONU que o processo de desmilitarização de Gaza incluirá o descomissionamento de armas por meio de um acordo, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, em Nova York.
Segundo o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, o Hamas não poderá exercer papel algum na governança de Gaza, direta ou indiretamente. O plano prevê monitoramento independente para supervisionar a desmilitarização, com a retirada de infraestrutura militar e produção de armamentos, além de um mecanismo de recompra e reintegração financiado internacionalmente.
O texto americano também aponta que futuras retiradas de tropas de Israel em Gaza dependerão do desarmamento do Hamas. O objetivo é destruição de tunnels e instalações de produção de armas, sem reconstrução, segundo a fala do embaixador.
Discurso duradouro e posições de Hamas
O Hamas, que controla quase metade de Gaza desde um cessar-fogo de outubro, ainda não apresentou uma proposta detalhada de desarmamento. Dois representantes do grupo disseram a Reuters que Washington e os mediadores não trouxeram propostas concretas até o momento.
Uma fonte norte-americana, sob condição de anonimato, afirmou que pode haver algum tipo de amnistia associada ao desarmamento. Autoridades israelenses reiteraram que o Hamas continua fortemente armado, com milhares de foguetes e armas diversas ainda em poder do grupo.
Estrutura de estabilização internacional e contexto
O Conselho de Segurança já havia dado mandate ao Board of Peace, até 2027, para atuar na faixa de Gaza, com a possível atuação de uma Força de Estabilização Internacional. Rússia e China se abstiveram na ocasião, cobrando maior participação da ONU no futuro da região.
O Board de Paz deve coordenar fundos para a reconstrução de Gaza e funcionar como órgão transitório, até que a Autoridade Palestina tenha reformas. A ISF seria implantada para estabelecer controle e estabilidade, abrindo caminho para a retirada das tropas israelenses conforme o cronograma de desmilitarização.
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