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EUA dizem à ONU que Gaza terá desmilitarização com programa de recompra

EUA dizem que desmilitarização de Gaza incluirá programa de recompra financiado internacionalmente, condicionando novas retiradas à entrega de armas por Hamas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Palestinian children walk past the rubble of residential buildings destroyed during the war, in Gaza City, January 28, 2026. REUTERS/Mahmoud Issa
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  • Os EUA informaram ao Conselho de Segurança da ONU que a desmilitarização de Gaza incluirá desativação de armas por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente.
  • O objetivo é que oficiais internacionais monitorem o processo e integrem as armas de forma permanente, com supervisão de receptores independentes.
  • A desmilitarização está vinculada a novas retiradas israelenses de Gaza, condicionadas ao Hamas abrir mão de suas armas.
  • O Hamas afirma não ter recebido ainda uma proposta detalhada ou concreta de desarmamento, segundo fontes da Reuters.
  • O Conselho de Paz dos EUA, junto com outros vinte e seis países, mantém presença de força internacional de estabilização para Gaza, sob coordenação de um plano de paz do governo Trump.

O governo dos Estados Unidos informou ao Conselho de Segurança da ONU que o processo de desmilitarização de Gaza incluirá o descomissionamento de armas por meio de um acordo, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, em Nova York.

Segundo o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, o Hamas não poderá exercer papel algum na governança de Gaza, direta ou indiretamente. O plano prevê monitoramento independente para supervisionar a desmilitarização, com a retirada de infraestrutura militar e produção de armamentos, além de um mecanismo de recompra e reintegração financiado internacionalmente.

O texto americano também aponta que futuras retiradas de tropas de Israel em Gaza dependerão do desarmamento do Hamas. O objetivo é destruição de tunnels e instalações de produção de armas, sem reconstrução, segundo a fala do embaixador.

Discurso duradouro e posições de Hamas

O Hamas, que controla quase metade de Gaza desde um cessar-fogo de outubro, ainda não apresentou uma proposta detalhada de desarmamento. Dois representantes do grupo disseram a Reuters que Washington e os mediadores não trouxeram propostas concretas até o momento.

Uma fonte norte-americana, sob condição de anonimato, afirmou que pode haver algum tipo de amnistia associada ao desarmamento. Autoridades israelenses reiteraram que o Hamas continua fortemente armado, com milhares de foguetes e armas diversas ainda em poder do grupo.

Estrutura de estabilização internacional e contexto

O Conselho de Segurança já havia dado mandate ao Board of Peace, até 2027, para atuar na faixa de Gaza, com a possível atuação de uma Força de Estabilização Internacional. Rússia e China se abstiveram na ocasião, cobrando maior participação da ONU no futuro da região.

O Board de Paz deve coordenar fundos para a reconstrução de Gaza e funcionar como órgão transitório, até que a Autoridade Palestina tenha reformas. A ISF seria implantada para estabelecer controle e estabilidade, abrindo caminho para a retirada das tropas israelenses conforme o cronograma de desmilitarização.

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