- Kemi Badenoch fez um discurso em que defendeu a jornada do Partido Conservador para a direita, dizendo que não há futuro para o centrismo no partido.
- Ela criticou moderados e afirmou que muitos deputados buscavam apenas ego e atenção, sugerindo que o grupo poderia se desfiliar para Reform ou para o Lib Dems.
- Badenoch afirmou que o Tory party está em uma “march to the right” (em direção à direita) e que apenas quem odeia imigrantes seria bem-vindo; outros deveriam ir embora.
- O evento ocorreu enquanto o líder da oposição, Keir Starmer, estava fora, e houve expectativa de mudanças internas, incluindo a possível indicação de Andrew Griffith para o posto de líder adjunto.
- A reunião gerou reações de deputados e ativistas, com previsões de novas deserções para Reform ou Lib Dems, num contexto de críticas ao rumo do partido.
Kemi Badenoch abriu a semana com declarações que reacenderam o debate sobre a direção do Partido Conservador. Em um discurso conduzido durante uma sessão interna, a líder do partido criticou a atual linha moderada e defendeu uma atuação mais à direita. O evento ocorreu em Westminster, com a presença de cerca de 40 parlamentares e 150 ativistas do partido.
Badenoch afirmou que o Conservative precisa seguir “o caminho da direita” e sinalizou críticas a figuras moderadas. As falas foram consideradas a favor de uma reorientação significativa, segundo relatos de presentes. Ninguém no público deteve a avaliação favorável de todos os presentes, mas houve expectativa de que o tom tensionasse a base do partido.
A fala gerou reações distintas dentro da legenda. Alguns enfatizaram a necessidade de unidade, enquanto outros destacaram riscos de polarização com o eleitorado. Além da oposição, parlamentares de partidos aliados avaliavam o impacto de mudanças tão radicais na agenda governista.
Reação interna
Entre os apoiadores, houve reconhecimento de uma tentativa de mobilizar a base conservadora. Porém, críticos apontaram que a atitude pode afastar moderados e eleitores indecisos. A discussão envolveu também nomes como Keith Street e Ruth Davidson, citados na ocasião como componentes de movimentos centristas dentro do espectro conservador.
Desdobramentos políticos
Especialistas apontam que o discurso amplia o choque entre facções do partido. Caso permaneça, o tom pode influenciar futuras negociações sobre políticas públicas e alianças com partidos de centro. O vice-presidente de governo, Andrew Griffith, ficou com a responsabilidade de possible responder a perguntas, segundo relatos de assessores.
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