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Badenoch complica trajetória dos Conservadores rumo à direita

Badenoch intensifica posição à direita do Partido Conservador, empurrando moderados para Reform e Lib Dems, enquanto a base reage com descontentamento

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
‘We are a united party,’ Kemi said, having just told roughly half her MPs they were no longer welcome.
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  • Kemi Badenoch fez um discurso em que defendeu a jornada do Partido Conservador para a direita, dizendo que não há futuro para o centrismo no partido.
  • Ela criticou moderados e afirmou que muitos deputados buscavam apenas ego e atenção, sugerindo que o grupo poderia se desfiliar para Reform ou para o Lib Dems.
  • Badenoch afirmou que o Tory party está em uma “march to the right” (em direção à direita) e que apenas quem odeia imigrantes seria bem-vindo; outros deveriam ir embora.
  • O evento ocorreu enquanto o líder da oposição, Keir Starmer, estava fora, e houve expectativa de mudanças internas, incluindo a possível indicação de Andrew Griffith para o posto de líder adjunto.
  • A reunião gerou reações de deputados e ativistas, com previsões de novas deserções para Reform ou Lib Dems, num contexto de críticas ao rumo do partido.

Kemi Badenoch abriu a semana com declarações que reacenderam o debate sobre a direção do Partido Conservador. Em um discurso conduzido durante uma sessão interna, a líder do partido criticou a atual linha moderada e defendeu uma atuação mais à direita. O evento ocorreu em Westminster, com a presença de cerca de 40 parlamentares e 150 ativistas do partido.

Badenoch afirmou que o Conservative precisa seguir “o caminho da direita” e sinalizou críticas a figuras moderadas. As falas foram consideradas a favor de uma reorientação significativa, segundo relatos de presentes. Ninguém no público deteve a avaliação favorável de todos os presentes, mas houve expectativa de que o tom tensionasse a base do partido.

A fala gerou reações distintas dentro da legenda. Alguns enfatizaram a necessidade de unidade, enquanto outros destacaram riscos de polarização com o eleitorado. Além da oposição, parlamentares de partidos aliados avaliavam o impacto de mudanças tão radicais na agenda governista.

Reação interna

Entre os apoiadores, houve reconhecimento de uma tentativa de mobilizar a base conservadora. Porém, críticos apontaram que a atitude pode afastar moderados e eleitores indecisos. A discussão envolveu também nomes como Keith Street e Ruth Davidson, citados na ocasião como componentes de movimentos centristas dentro do espectro conservador.

Desdobramentos políticos

Especialistas apontam que o discurso amplia o choque entre facções do partido. Caso permaneça, o tom pode influenciar futuras negociações sobre políticas públicas e alianças com partidos de centro. O vice-presidente de governo, Andrew Griffith, ficou com a responsabilidade de possible responder a perguntas, segundo relatos de assessores.

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