- Alemanha fará videoconferência às 14h00 GMT com ministros de França, Polônia, Espanha, Itália e Países Baixos para discutir um “pacote de duas velocidades” da UE e decisões mais ágeis.
- A reunião é considerada um “kick-off” com um encontro subsequente à margem do próximo Eurogrupo, visando fortalecer soberania, resiliência e competitividade da Europa.
- O formato é flexível e pode incluir outros países, dependendo do interesse, sem exigir unanimidade entre todos os 27 membros.
- O plano move-se em quatro pontos: união dos mercados de capitais da UE, fortalecimento do euro, coordenação de investimentos em defesa e segurança de matérias-primas estratégicas.
- Também defende, entre medidas, acelerar a União de Poupança e Investimento, reduzir burocracia no euro e ampliar cooperação em defesa para promover crescimento e resiliência na cadeia de suprimentos.
A Alemanha vai realizar uma videoconferência com ministros de seis grandes economias da UE para discutir a adoção de uma Europa de “dua velocidade”, com decisões mais ágeis em meio a turbulência geopolítica. O encontro está marcado para 14h GMT.
O objetivo é avançar com um planejamento que permita ações mais rápidas sem exigir consenso entre todos os 27 membros. A ideia envolve fortalecer soberania, resiliência e competitividade europeias.
Estão convidados França, Polônia, Espanha, Itália e Países Baixos para participar da reunião, cuja pauta deve incluir ações concretas. O encontro serve como um pontapé inicial para futuras discussões presenciais na margem do Eurogrupo.
Agenda e participantes
A proposta parte do ministro das Finanças alemão e envolve um formato flexível de participação. A duração inicial é de uma videoconferência, com perspectiva de um próximo encontro presencial.
Segundo analistas, a iniciativa reflete uma posição dura de Berlim para avançar sem unanimidade, citando exemplos como acordos comerciais e apoio à Ucrânia. O tema divide resposta entre EUA e aliados europeus.
Entre os pontos propostos estão a união de mercados de capitais da UE, fortalecimento do euro, coordenação de investimentos em defesa e segurança de matérias-primas. Também tramaria condições de financiamento para empresas.
A carta de Klingbeil aponta ainda a necessidade de acelerar a criação de uma União de Poupança e Investimento e reduzir a burocracia, especialmente no setor financeiro e de pagamentos.
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