- Anthony Albanese vai pressionar o conselho nacional para acertar detalhes do programa de compra de armas, mesmo com a oposição de Queensland e do Northern Territory.
- As leis criam a responsabilidade dos estados na coleta e no processamento das armas entregues, com a polícia federal liderando a destruição.
- O custo do programa é considerado significativo e deve ser dividido 50% entre o governo federal e os estados; Victoria já anunciou revisão rápida de leis, e Tasmanía disse que não deve aprovar as propostas federais de imediato.
- Queensland rejeita a necessidade do buyback, priorizando o combate à vilificação antissemita; o Queensland afirmou que o foco é reduzir armas para evitar que criminosos e terroristas as usem.
- O buyback tem prazo até janeiro de 2028; estimativas indicam custos elevados, com arrecadação de até 1,6 bilhão de dólares (ou mais, dependendo de armazenamento, transporte e destruição), segundo grupos de proprietários de armas.
O primeiro-ministro Anthony Albanese vai pressionar o gabinete nacional para fechar detalhes do programa federal de recompra de armas, cuja implementação está prevista para custar centenas de milhões de dólares. A reunião de sexta-feira do gabinete nacional deve tratar, além de saúde, a logística e o financiamento da medida, que surgiu após o ataque de Bondi.
O governo federal estima custo significativo, a ser dividido 50% entre o governo federal e os estados. Entidades regionais já sinalizam resistência: Queensland e Território do Norte não assinaram o acordo ainda, o que complica o andamento do programa.
Tasmania avalia o impacto financeiro; autoridades locais mencionam que a soma pode superar 20 milhões de dólares apenas no estado. A polícia de Tasmanian confirmou que há cerca de 150 mil armas registradas no estado.
Posições dos estados
Victoria ordenou uma revisão rápida de suas leis de armas, enquanto a Austrália do Sul informou que apoia o buyback, desde que custos e cobertura de munição sejam definidos. A ministra de polícia de SA afirma que as leis já são rígidas e que o estado pode servir de modelo.
Queensland depende de prioridade a combate à antissemita e não vê necessidade imediata do programa. O premiê David Crisafulli disse que o foco é endurecer ações contra criminosos, mantendo o combate ao discurso de ódio.
Northern Territory cobra financiamento total para o programa e rejeita propostas de limitar o número de armas por pessoa. Atualmente, há 55.678 armas registradas no NT, segundo dados locais.
Aspectos operacionais e custos
Pelas regras federais, estados serão responsáveis pela coleta e processamento das armas entregues. A Força Federal de Polícia deverá liderar a destruição dos armamentos recolhidos. O prazo para o fechamento do programa vai até janeiro de 2028.
Relatórios indicam que o custo total do programa pode variar significativamente, com estimativas que vão de centenas de milhões a até quase 2 bilhões de dólares quando armazenamento, transporte e destruição são incluídos. O financiamento final ainda não foi divulgado.
Entre na conversa da comunidade