- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, planeja ir ao “tudo ou nada” pela candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, tentando apresentá-lo como o “Bolsonaro que tomou a vacina”.
- A estratégia é vender Flávio como a versão moderada do pai, buscando reduzir a rejeição ao parlamentar.
- O projeto inclui pacificação interna com uma conversa entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Jair Bolsonaro para eliminar ruídos públicos.
- Tarcísio deve visitar Bolsonaro na prisão, autorizado pelo STF, entre 11h e 13h, para prestar apoio.
- O PL pretende usar Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, além de Tarcísio, como cabos eleitorais para nacionalizar a campanha; há dúvidas entre o Centrão sobre o timing de Tarcísio.
Valdemar Costa Neto intensifica a estratégia de marketing para a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. O presidente do PL avalia que o projeto precisa de uma imagem mais moderada e menos enérgica para ampliar o alcance entre eleitores conservadores.
A tática central é apresentar Flávio como a versão moderada de Jair Bolsonaro, destacando o slogan de ser o Bolsonaro que tomou a vacina. O objetivo é reduzir a rejeição ao nome do senador e ampliar o apoio entre o eleitorado que busca uma linha mais contida.
Para viabilizar o projeto, Valdemar busca pacificação interna. O plano envolve uma reunião entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ex-presidente para alinhar posicionamentos e reduzir ruídos públicos após a definição de Flávio.
Tarcísio deve visitar Bolsonaro na prisão, com autorização do STF. A visita está marcada para ocorrer entre 11h e 13h nesta quinta-feira, segundo a decisão do tribunal principal. A caminhada busca sinalizar apoio institucional ao projeto.
Trio de cabos eleitorais
O PL planeja fortalecer a campanha com três nomes-chave: Tarcísio de Freitas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. A estratégia é ampliar a capilaridade e a presença do campo conservador em diferentes frentes.
A leitura de lideranças do Centrão aponta que Tarcísio perdeu o timing de se colocar como alternativa viável de alto relevo diante de Flávio. O grupo avalia que o governador não rompeu com Bolsonaro e não assumiria o papel de opositor contundente.
Em Sorocaba, Tarcísio comentou que vê a candidatura de Flávio Bolsonaro como fortalecida e não prevê mudanças no cenário atual. O governador também reiterou foco no seu projeto de reeleição em São Paulo, com metas para 28, 29 e 30.
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