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Irã: dissidentes dizem que é agora ou nunca para derrubar o regime

Queda cambial e inflação elevam protestos no Irã, que se expandem para 32 cidades, com mortes, prisões e aumento da pressão internacional

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A still from an eyewitness video shows fires burning outside a police station in Iran's Lorestan province on 1 January. Protests have spread from Tehran to about 32 cities across Iran.
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  • As manifestações, iniciadas em Teerã com comerciantes fechando lojas, se espalharam para cerca de 32 cidades, com violência que deixou mortos, prisões e pressão internacional.
  • A crise econômica impulsiona os protestos: rial em queda, custo de vida alto e alimentos subindo em média cinquenta por cento em relação a este time do ano passado; governo anunciou nova cobrança tributária para o ano novo iraniano, em 21 de março.
  • Relações entre civis e forças de segurança se agravaram, com pelo menos oito manifestantes mortos pela atuação de autoridades e cerca de cento e dezenove pessoas presas, segundo grupos de direitos humanos.
  • Estudantes e ativistas lideram os atos, com slogans como “morte ao ditador” e “mulher, vida, liberdade”, ampliando o foco para além de questões econômicas.
  • O governo — incluindo o presidente reformista Masoud Pezeshkian — diz buscar diálogo, enquanto observadores internacionais monitoram o desenvolvimento das ações e eventuais intervenções externas.

No Irã, novas manifestações começaram após a forte queda cambial e a elevação do custo de vida, levando milhares a irem às ruas. O movimento surgiu em Teerã e se espalhou para cerca de 32 cidades, envolvendo comerciantes, estudantes e ativistas.

Os protestos ganharam contornos políticos além das queixas econômicas, com cânticos críticos ao governo. Grupos de direitos humanos indicam uso da força pelas forças de segurança e relatos de mortes, prisões e violência em diferentes regiões do país.

Entre os relatos, destaca-se o de Mehnaz, jovem de 19 anos, que participou pela primeira vez após acompanhar de casa as imagens de 2022. Ela afirma ter se unido aos protestos apesar do medo da represália.

As autoridades enfrentam pressão internacional e interna. O presidente Masoud Pezeshkian sinalizou abertura ao diálogo e pediu que autoridades ouçam as demandas legítimas dos manifestantes.

Conforme o aumento da repressão, organizações de direitos humanos estimam mortos e dezenas de feridos. A Anistia Internacional iraniana aponta que várias pessoas foram presas, elevando o número de detenções.

Conforme o movimento se ampliou, estudantes e cidadãos passaram a entoar palavras que lembram o clamor de 2022. A pauta inicial por condições econômicas passou a questionar o governo e a liderança suprema do país.

Ao longo do mês, a queda da moeda e a inflação atingiram diretamente o poder de compra. Analistas apontam que sanções e gestão econômica contribuíram para a deterioração do cenário social e para o impulso das mobilizações.

Especialistas apontam que, apesar de o movimento ganhar magnitude, não há um líder único e as demandas permanecem amplas. O desfecho ainda depende de respostas políticas, pressões internacionais e do retorno à cooperação entre governo e sociedade.

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