- Uma mulher aborígene de 44 anos, mãe de cinco filhos, morreu no watch house de Tennant Creek após um possível episódio médico no dia 27 de dezembro.
- A polícia informou que a morte parece ter ocorrido durante um episódio médico dentro da cela, e a investigação está a cargo da unidade de crime maior, com supervisão do comando de padrões profissionais.
- A NAAJA (Serviço Jurídico Aborígene do Norte da Austrália) pediu apuração independente, argumentando que investigações internas não geram confiança nem responsabilizam adequadamente a violência contra pessoas indígenas em custódia.
- Não há enfermeira de custódia no watch house de Tennant Creek; a polícia informou que a avaliação de saúde foi realizada e a mulher foi considerada apta para ficar em custódia. Um exame post mortem estava previsto para sexta-feira, com os resultados ainda não divulgados.
- Em 2024-25, foram registradas 113 mortes em custódia, das quais 33 eram de povos aborígenes e de ilhas do Estreito de Torres, o maior número já registrado em 12 meses desde 1979.
A morte de uma mulher aborígene de 44 anos, mãe de cinco filhos, no watch house de Tennant Creek acende o debate sobre investigações em custódia. Ela foi presa em 25 de dezembro por suposto ataque agravado e, no dia 27, apresentou um possível episódio médico dentro da cela. A polícia investiga o caso com supervisão de padrões profissionais.
A unidade de crime grave da polícia do Território do Norte é responsável pela apuração, com supervisão das comandâncias de padrões profissionais. A família e a comunidade indígena esperam apuração independente, após críticas à condução de investigações internas em casos de mortes em custódia.
O principal serviço jurídico indígena do território, a NAAJA, argumenta que investigações internas não asseguram responsabilização nem confiança pública. A organização enfatiza a necessidade de apurações independentes, transparentes e que avancem o esclarecimento de fatos.
A polícia informou que a investigação está sendo tratada com seriedade e que o inquérito inclui avaliação de saúde e histórico médico da vítima. Não há indicação inicial de lesões, e a avaliação de saúde foi considerada adequada para a custódia no momento da admissão.
Foi realizada, na sexta-feira, uma perícia post mortem, com resultados ainda não divulgados. A ausência de uma enfermeira de custódia no Tennant Creek Watchhouse também é mencionada como ponto de debate, em comparação com outras cidades da região.
Paralelamente, autoridades reiteram que a investigação policial busca condução adequada, com participação do comando de padrões profissionais e de reformas culturais. Um parlamentar local destacou a necessidade de apuração completa pelo inquérito policial e pelo juramento do legista.
Até o momento, não há conclusão pública sobre as causas da morte, nem sobre possível responsabilidade institucional. O caso permanece em apuração, com a expectativa de novos desdobramentos conforme a perícia e a investigação avancem.
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