- O PL aposta em vereadores e deputados estaduais para tentar manter espaço na Câmara em 2026, já que não terá Eduardo Bolsonaro nem Carla Zambelli como puxadores de voto.
- Zambelli está inelegível e presa na Itália, tendo renunciado ao mandato em 14 de dezembro; Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e sinalizou que não voltará ao Brasil.
- Além de Zambelli e Eduardo, saíram do PL Ricardo Salles (vai para o Novo) e Guilherme Derrite (vai para o PP), reforçando a perda de liderança na eleição.
- Os quatro deputados mais votados do PL em São Paulo em 2022 somaram 2,56 milhões de votos, o que representa cerca de quatro a cinco da chapa da sigla, e a saída desses nomes amplia a dificuldade de transformar votos em cadeiras.
- A estratégia inclui lançar vereadores de São Paulo para disputar a Câmara em 2026, com foco em ampliar o quociente eleitoral e manter a bancada estável, mesmo sem puxadores de votos fortes.
Sem Eduardo e Zambelli, PL busca manter espaço na Câmara com vereadores
A cúpula do PL redesenha a estratégia para 2026 sem seus puxadores de voto em São Paulo. Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli não concorrerão novamente, e nomes como Ricardo Salles e Guilherme Derrite já saíram da sigla. A aposta agora é em vereadores e deputados estaduais.
Zambelli está inelegível e presa na Itália, tendo renunciado ao mandato em 14 de dezembro. Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e sinaliza não retornar ao Brasil. O mandato dele foi cassado pela Mesa da Câmara, mas a elegibilidade permanece.
Entre as baixas, Salles deixou o PL para atuar no Novo e Derrite migrou para o PP, com rumores de disputa ao Senado. Juntos, os quatro deputados mais votados do PL em SP em 2022 somaram 2,56 milhões de votos, cerca de 48% do total da bancada paulista.
Especialistas veem risco na dependência de puxadores. Com a perda de nomes fortes, a legenda pode enfrentar dificuldade de converter votos em cadeiras, aumentando a competição entre candidatos medianos em escalas menores. A estratégia mira capitalizar votos de nichos e redes sociais.
Diante do cenário, o PL foca na base municipal de São Paulo para compensar. Quatro dos sete vereadores da capital são avaliados como possíveis candidatos à Câmara em 2026, incluindo Lucas Pavanato e Zoe Martinez, em início de mandato.
A direção avalia que, mesmo sem o mesmo poder de mobilização, esses nomes podem manter o quociente eleitoral estável ao ampliar votações em nichos específicos, desde que consigam apoio digital mais amplo. Ainstabilidade é reconhecida pelos especialistas.
A filiação de Tiririca ao PSD, transferência de domicílio para o Ceará e especulações sobre Renato Bolsonaro também impactam o cenário. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, acionou a possibilidade de Flávio Bolsonaro liderar uma candidatura presidencial para fortalecer a bancada.
A meta do PL é ampliar para pelo menos 120 deputados na Câmara e 20 senadores. Hoje, a bancada da Câmara soma 87 deputados e o Senado, 15. Apoios e recursos públicos passam a depender mais da distribuição de votações federais e senatoriais.
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