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Centrão chega a 2026 em meio a incertezas

Centrão fica zonzo: promessa de indulto vira cobrança imediata, alianças se rearranjam e cenário favorece Lula rumo a 2026

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
29.set.2025 - O governador Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP) visita o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, ao lado dos filhos Flávio e Jair Renan (de preto)
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  • Proposta de dosimetria de pena, aprovada pela Câmara e pelo Senado, chegou ao presidente Lula para veto, com data simbólica de oito de janeiro em vista.
  • Bolsonaro sinalizou abrir mão de um indulto programado e passou a exigir apoio imediato dos aliados à candidatura presidencial do filho Flávio.
  • O centrão ficou dividido entre manter apoio a Bolsonaro ou buscar acordo com Lula, após o movimento envolvendo a dosimetria.
  • A ofensiva de Bolsonaro “aprisionou” o centrão em torno da família, dificultando o sonho presidencial de Tarcísio de Freitas.
  • A perspectiva é de pulverização das forças conservadoras, o que pode favorecer a reeleição de Lula, mesmo com pesquisas permanecendo desfavoráveis.

O Centrão mergulhou em impasses políticos de fora para dentro do cenário eleitoral de 2026. A aposta era manter o protagonismo unificado em torno de um anti-Lula competitivo, com promessas de benefícios para aliados.

A pauta central envolvia a dosimetria de pena, aprovada pela Câmara e pelo Senado, que chegou à mesa de Lula para veto. O governo avaliava o impacto político antes de qualquer decisão.

Bolsonaro, alicerce da base, optou por trocar promessas de indulto por exigências de apoio imediato à candidatura de Flávio Bolsonaro. A manobra reduzira espaço para manobras futuras do centrão.

O movimento “centrão” ficou dividido entre manter unidade e articular novas alianças. A expectativa de reverter o cenário seria frustrada pela mudança de estratégia do estrategista político da família.

A postura de Bolsonaro impôs uma leitura de desfecho incerto para a chapa governista. A tensão entre alianças regionais e interesses de familiares ditou o ritmo das conversas.

A análise política aponta para a possibilidade de pulverização das forças conservadoras, o que, segundo especialistas, pode favorecer a reeleição de Lula, mesmo com a queda de popularidade.

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