- O PP passou a admitir publicamente a possibilidade de lançar candidatura própria ao governo de São Paulo nas eleições de 2026 e cobra apoio do governador Tarcísio de Freitas.
- O diretório estadual afirma haver crescente descontentamento entre prefeitos com a gestão paulista, citando dificuldades de comunicação e distanciamento entre a administração e o partido; o PP tem 54 prefeitos no estado.
- A cobrança por apoio a Derrite ao Senado intensificou a insatisfação, já que o deputado Guilherme Derrite deixou a Secretaria de Segurança Pública para retornar à Câmara; ele é relator da PEC da Segurança Pública.
- Internamente, o PP discute nomes para eventual disputa pelo governo, mesmo com Tarcísio já colocado como pré-candidato à reeleição; nomes citados incluem Filipe Sabará e o deputado federal Ricardo Salles.
- A legenda vê na possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência um movimento que pode aproximar o partido de um governador alinhado ao projeto nacional, facilitando chapas proporcionais.
O PP passou a admitir publicamente a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. A cobrança de apoio ao governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos-SP, ganhou força em meio a descontentamentos com a relação entre a gestão estadual e a sigla. A pauta surge após críticas internas sobre comunicação e atenção ao projeto do PP no estado.
Segundo o jornal O Globo, o diretório estadual aponta um “crescente descontentamento” entre prefeitos progressistas com a atuação do governo paulista. O material aponta distanciamento entre a administração estadual e a direção do partido, em nível estadual e nacional. Atualmente, o PP tem 54 prefeitos em São Paulo.
A insatisfação ganhou impulso após o partido exigir o apoio do governo à candidatura do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. Derrite deixou o cargo de secretário de Segurança Pública em novembro para retornar à Câmara dos Deputados e atua como relator da PEC da Segurança Pública, dedicando-se às eleições de 2026. Ele migrou do PL para o PP neste ano.
Cenário interno e cobranças
Diante desse cenário, o PP passou a discutir nomes que poderiam representar a sigla na provável disputa pelo governo, ainda que Tarcísio já tenha sinalizado a preferência pela reeleição. Entre as possibilidades, o partido citou Filipe Sabará, que já ocupou cargos públicos nas gestões de João Doria e atua junto a empresários da Faria Lima.
Outro nome lembrado é o deputado federal Ricardo Salles, hoje filiado ao Novo. A ala interna avalia que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência reforça a estratégia de obter um governador paulistano alinhado ao projeto nacional da sigla, facilitando a montagem de chapas proporcionais para deputado federal e estadual.
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