- Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, rompeu a tornozeleira em Santa Catarina e fugiu para o Paraguai, sendo detido ao tentar embarcar para El Salvador com passaporte paraguaio falso.
- O caso evidencia falhas no monitoramento eletrônico e é visto como parte de um padrão de fuga de aliados do bolsonarismo.
- A Polícia Federal foi acionada apenas no fim da noite, após Silvinei já estar fora do país, segundo o relato.
- No despacho de Alexandre de Moraes, a tornozeleira deixou de transmitir o sinal de GPS por volta de três horas da madrugada de 25 de dezembro; o sinal de GPRS caiu às 13h e a polícia penal catarinense só foi informada às 23h.
- A última identificação dele ocorreu na véspera, 24 de dezembro, na garagem de um imóvel; ele só foi visto novamente no aeroporto de Assunção, tentando embarcar com documento paraguaio falso.
O que aconteceu: Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, atravessou a fronteira e foi detido no Paraguai pouco antes de tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. O episódio levou a questionamentos sobre a eficácia do monitoramento eletrônico e a atuação de autoridades envolvidas.
Quem está envolvido: Silvinei Vasques responde a uma condenação superior a 26 anos de prisão. A cadeia de monitoramento falhou ao não impedir a fuga. As tratativas envolvendo a Polícia Federal e a polícia penal catarinense também aparecem no desenrolar da operação e nas investigações.
Quando e onde: A falha de monitoramento teve registro na madrugada de 25 de dezembro. A última localização de Vasques foi observada no aeroporto de Assunção, no Paraguai, onde tentava embarcar para El Salvador com passaporte paraguaio falso. O fato ocorreu após a fuga iniciar em Santa Catarina, no Brasil.
Por quê: As investigações apontam que a fuga expõe falhas no sistema de monitoramento por tornozeleira e sugerem um padrão de evasão entre investigados ligados ao bolsonarismo. O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade de agentes públicos e a necessidade de apurar possíveis falhas administrativas.
Padrão de fugas e monitoramento
Josias de Souza, editor e comentarista, aponta que o caso sugere um padrão de fuga de aliados do ex-presidente. A crítica envolve a atuação da Polícia Federal e a pontualização de quando as autoridades foram acionadas. Também há questionamentos sobre a eficácia do monitoramento eletrônico.
A reportagem destaca que o atraso na comunicação entre as equipes responsáveis comprometeu a localização de Vasques. Segundo o material do processo, a tornozeleira deixou de transmitir o sinal de GPS na madrugada do dia 25, e o sinal de GPRS foi desativado por volta das 13h. Só às 20h as autoridades catarinenses tomaram conhecimento.
A defesa da apuração envolve cobrança por explicações sobre como uma pessoa com condenação alta conseguiu deslocar-se entre estados e fronteiras sem impedimentos, até chegar ao Paraguai. A narrativa confirma a necessidade de revisar procedimentos de monitoramento e cooperação entre órgãos.
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